28 de Julho de 2016 / às 13:14 / em um ano

Cavalos olímpicos são preparados para jornada de avião até Jogos do Rio

LONDRES (Reuters) - Pegasus, o cavalo alado branco da mitologia antiga grega, pode ter sido o primeiro equino aéreo viajante do mundo, mas atualmente os cavalos olímpicos são quem realmente mais acumulam milhas aéreas.  

Os maiores e mais pesados competidores dos Jogos Olímpicos estão indo para o Rio de Janeiro em voos fretados da Europa e da América do Norte que podem levar até 40 cavalos de uma vez. A maioria dos animais já fez essa jornada muitas outras vezes.

“Esses cavalos estão bem acostumados a isso”, disse à Reuters o medalhista de ouro neozelandês Mark Tood, que mora no Reino Unido, preparando-se para sua sétima Olimpíada aos 60 anos de idade. “Eles fazem isso frequentemente.”

“Exceto na decolagem e aterrisagem, quando estão no ar, eles fazem uma viagem mais suave do que quando são transportados em rodovias, onde há muitas curvas e desvios e aceleração e desaceleração”, acrescentou. “Para eles, a viagem assim é provavelmente mais fácil.”

Veterinários e cuidadores viajam com eles, mantendo-os alimentados e hidratados, e cada cavalo tem uma “franquia de bagagem” de 300 quilos. 

O primeiro voo fretado deixará o aeroporto de Stansted, em Londres, na sexta-feira, para um voo de 11 horas e 40 minutos até o Rio. Outros saem durante o fim de semana de Liege, na Bélgica, e de Miami.

Cavalos para as provas de adestramento e saltos vão em voos separados.

No voo de Stansted estão cavalos abrigados em estábulos britânicos de equipes como Nova Zelândia, Austrália e China, e todos que passaram por um período de 14 dias sob supervisão veterinária.

Na chegada ao Brasil, os cavalos, que dormem de pé, viajarão com escolta policial em uma rota de “contenção biológica” para o Complexo de Deodoro, zona Oeste do Rio, que abriga o hipismo.

A parte mais desafiadora será negociar regulamentações e burocracias locais, o que significa que as equipes terão que fazer uma lista de tudo o que é importado, até mesmo as escovas de crina.

“As autoridades brasileiras têm sido muito restritas sobre o que pode ser trazido para o país”, disse Dalziell-Clout.

“Isso parece muito estranho para alguns de nós... porque eles certamente têm condições por lá de ter algo como Glanders (uma doença equina potencialmente fatal). Mas eles estão tendo um controle muito estrito sobre isso.”

Reportagem adicional de Caroline Stauffer, no Rio de Janeiro

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