12 de Agosto de 2016 / às 01:02 / em um ano

Com somente uma competidora russa no Rio, EUA buscam grande número de medalhas no atletismo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A expectativa é que os Estados Unidos disparem no atletismo dos Jogos do Rio, ocupando lugares no pódio que geralmente são dos russos, como o da medalhista de ouro no salto com vara Yelena Isinbayeva e o do campeão mundial dos 110 metros com barreiras, Sergei Shubenkov.

A Rússia ficou com o segundo lugar no quadro de medalhas do atletismo nas últimas três Olimpíadas e, como foi a União Soviética anteriormente, tem sido a principal rival dos EUA nessa modalidade.

No entanto, com a equipe russa de atletismo toda excluída dos Jogos do Rio depois das revelações sobre doping apoiado pelo Estado no esporte, a porta está aberta para os atletas norte-americanos superarem as 28 medalhas de Londres 2012.

A Jamaica, com a sua usina de velocistas recordistas, pode aparecer em segundo no quadro de medalhas do atletismo pela primeira vez, deixando Quênia, Etiópia e Alemanha batalhando pela terceira colocação.

Os competidores dos EUA já sentiram os benefícios de um torneio sem os russos durante os preparativos para o Rio, ganhando 23 medalhas no campeonato mundial indoor em março. A Etiópia, país que chegou mais perto, ganhou cinco.

O conselho da Federação Internacional de Atletismo que revisa casos de doping recusou pedidos de 67 russos para competir como “neutros”, depois da suspensão de todo o atletismo do país por doping sistemático.

A saltadora Darya Klishina foi a única aprovada para o Rio de Janeiro, tendo mostrado que ela não estava envolvida no sistema.

Yelena Isinbayeva ficou em terceiro em Londres 2012, quando Jenn Suhr, dos EUA, ganhou o ouro, mas, como recordista mundial e campeã em Pequim e Atenas, ela teria sido uma competidora forte no Rio.

Ela e Shubenkov tiveram os seus últimos recursos à Corte Arbitral do Esporte rejeitados na segunda-feira.

Crítica da exclusão russa, a qual, diz, pune os atletas limpos como ela, que nunca testaram positivo para doping, Isinsbayeva afirma que as medalhas conquistadas no Rio não serão legítimas.

”Deixem todos pseudo-limpos esportistas estrangeiros respirarem aliviados e ganharem as suas pseudo-medalhas de ouro na nossa ausência”, escreveu ela no Instagram em julho. “Eles sempre temeram a nossa força.”

No masculino, as esperanças russas estavam com Shubenkov, que conseguiu uma surpreendente vitória no Campeonato Mundial de Pequim no ano passado.

“Como atleta você sempre quer competir contra os melhores”, afirmou o rival norte-americano Devon Allen. “O atual campeão mundial é russo, então, como competidor, é frustrante porque eu queria competir contra ele.”

”Mas, por outro lado, eu não faço as regras. Eu apenas venho e participo.”

Reportagem adicional de Andrew Downie

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