17 de Agosto de 2016 / às 01:17 / em um ano

Com ouro olímpico no peito, Robson Conceição pode partir para o boxe profissional

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com as credenciais de primeiro campeão olímpico da história do boxe brasileiro, o pugilista Robson Conceição pode alçar novos patamares na carreira e partir para o boxe profissional, disse o atleta que conquistou nesta terça-feira a terceira medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Rio 2016, a 11ª no geral.

Robson Conceição comemora conquista do ouro. 16/08/2016. REUTERS/Peter Cziborra

Nascido na Bahia, terra de outros grandes nomes do boxe, Conceição, de 27 anos, lembrou após a cerimônia de premiação de sua infância difícil e de um início espinhoso no boxe.

“Não tem como a vida não mudar campeão olímpico. Eu tive uma infância muito difícil, tive um início no boxe muito complicado, sem apoio nenhum... e hoje eu sou campeão olímpico”, comemorou.

Sobre a mudança para o boxe profissional, caminho trilhado por muitos pugilistas que conseguem destaque nas categorias amadoras, principalmente por ser mais recompensador financeiramente, Conceição reconheceu ser um sonho, mas disse que terá de conversar com as pessoas mais próximas antes de tomar uma decisão.

“É o sonho de todo atleta ser campeão olímpico e, em seguida, buscar um título mundial. Mas agora eu tenho que descansar, acordar desse sonho e depois a gente vê como fica”, despistou.

“Agora eu vou descansar um pouco, conversar com a confederação brasileira, com os meus técnicos e ver o que é melhor para mim.”

O brasileiro derrotou na final olímpica da categoria até 60kg o pugilista francês Sofiane Omiuha, por decisão unânime dos juízes ao vencer os dois primeiros rounds na opinião dos três julgadores e ser batido no terceiro na avaliação de dois deles.

Conceição, vice-campeão mundial em 2013 e medalha de bronze no Mundial de 2015, disse que o rival francês da final olímpica foi um dos mais difíceis de sua carreira, que conta com participações sem brilho nos Jogos Pequim 2008 e Londres 2012.

“Eu sabia que eu tinha que ir para cima do meu adversário, porque ele trabalha muito bem o contragolpe e não tinha como eu não tomar nenhum golpe. A meta era tomar um golpe e acertar, três, quatro, e graças a isso eu consegui sair vitorioso”, disse ele, ao resumir sua estratégia de luta.

O pugilista baiano contou com o entusiasmo da torcida que lotou pavilhão do Riocentro onde se realizam os combates do esporte. Já no terceiro round, foi ovacionado com gritos de “é campeão”.

“É um orgulho poder lutar e representar a todo brasileiro, principalmente a Bahia”, disse. “A torcida gritando ‘é campeão, é campeão’ foi uma experiência incrível na minha vida. Eu agradeço a todos pela torcida”, afirmou o pugilista, aliviado por ter cumprido uma promessa feita antes dos Jogos.

“Não tem nem explicação o sentimento de ter toda a minha família me acompanhando aqui nos Jogos Olímpicos. Minha filha completa dois anos agora na sexta-feira e eu prometi que ia presenteá-la com a medalha e graças a Deus eu consegui.”

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