17 de Agosto de 2016 / às 17:01 / em um ano

Justiça do Rio determina apreensão de passaportes de nadadores dos EUA Lochte e Feigen

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A juíza Keyla Blanc, do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos do Rio de Janeiro, determinou nesta quarta-feira a apreensão dos passaportes dos nadadores norte-americanos Ryan Lochte e James Feigen e solicitou maiores esclarecimentos de ambos, afirmando haver possíveis divergências nos depoimentos dos atletas sobre um suposto assalto no Rio no fim de semana.

Ryan Lochte nos Jogos Rio 2016. 09/08/2016 REUTERS/Michael Dalder

Fontes judiciais disseram acreditar que os dois nadadores olímpicos dos EUA não estão mais no Brasil.

A juíza ordenou a apreensão dos passaportes até que os atletas apresentem novos esclarecimentos sobre o incidente.

Um porta-voz do Comitê Olímpico dos Estados Unidos (Usoc) disse em nota que a polícia chegou à Vila dos Atletas nesta quarta-feira e pediu para falar com os nadadores e recolher os seus passaportes, mas o time de natação do país não está mais hospedado lá.

“A equipe de natação saiu da Vila depois que sua competição terminou, por isso os atletas não estavam disponíveis”, disse o porta-voz do Usoc Patrick Sandusky, acrescentando que não poderia confirmar a localização dos nadadores por razões de segurança.

“Vamos continuar cooperando com as autoridades brasileiras”, acrescentou.

A polícia acredita que Lochte, um dos atletas olímpicos mais condecorados da natação mundial, e seu companheiro de equipe já retornaram para os Estados Unidos, segundo fontes da área de segurança.

A disputa da natação nos Jogos Rio 2016 terminou no sábado.

As fontes de segurança disseram à Reuters que a juíza estava considerando a possibilidade de pedir aos nadadores que retornem ao Brasil para prestar depoimento ou permitir que o façam nos Estados Unidos.

Segundo Lochte, ele, Feigen e outros dois companheiros de equipe estavam indo para a Vila dos Atletas em um táxi de madrugada, depois de uma festa, quando homens armados com emblemas da polícia os pararam. Os homens armados teriam ordenado que se jogassem no chão e exigido suas carteiras e pertences, de acordo com Lochte.

Uma possível contradição apontada pela juíza é sobre o comportamento dos atletas na chegada à Vila Olímpica, onde estavam hospedados, após o suposto assalto no domingo. Câmeras de segurança da Vila foram analisadas.

“Percebe-se que as supostas vítimas chegaram com suas integridades físicas e psicológicas inabaladas, fazendo, inclusive, brincadeiras uns com os outros”, afirmou a magistrada em sua decisão.

Um advogado de Lochte não pôde ser imediatamente contatado para comentar o assunto.

Reportagem adicional de Jeb Blount e Tatiana Ramil

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