May 25, 2018 / 8:11 PM / 4 months ago

Volta mágica de Senna em Mônaco continua fascinando 30 anos depois

MÔNACO (Reuters) - O treino classificatório do Grande Prêmio de Mônaco de sábado provavelmente verá a volta mais rápida da história no circuito mais glamoroso da Fórmula 1, mas uma muito mais lenta de 30 anos atrás sempre será reverenciada como uma das maiores de todos os tempos.

Vista do GP de Mônaco 25/5/2018 REUTERS/Benoit Tessier

No dia 14 de maio de 1988, o brasileiro Ayrton Senna levou sua McLaren MP4/4 com motor Honda para a pista seca e deu uma aula que ainda é estudada com assombro.

    Foi quase irreal, como o falecido tricampeão mundial explicou com eloquência.

    “Eu já estava na pole e indo cada vez mais rápido. Uma volta depois da outra, mais e mais rápido”, contou ele ao repórter canadense Gerald Donaldson algum tempo depois.

    “Em uma certa altura eu estava na pole, depois por meio segundo, depois um segundo... e continuei assim. De repente eu estava quase dois segundos mais rápido que todo mundo, incluindo meu colega de equipe com o mesmo carro”.

    “E de repente me dei conta de que não estava mais pilotando o carro conscientemente”.

    No meio da sessão Senna registrou uma volta de 1min25seg6, depois 1min24seg4 e finalmente 1min23seg998.

    Seu colega de McLaren, Alain Prost, que havia conquistado dois de seus quatro títulos mundiais àquela altura, se juntou a Senna na primeira fileira, mas impressionante 1min427 menos veloz.

O tempo e a tecnologia seguiram adiante, e agora o tempo de Senna parece lento em comparação com aqueles que são registrados pela safra atual de carros com motores V6 turbo híbridos e pneus supermacios.

    O australiano Daniel Ricciardo, que dominou o treino de quinta-feira com sua Red Bull, percorreu o circuito com vista para o mar com um tempo recorde de 1min11s841.

    Mas a volta de Senna ainda fascina, mesmo que não tenha sido exibida integralmente pela televisão por causa da natureza do treino classificatório à época e da tecnologia disponível.

    Mas é possível sentir um gostinho do acontecimento, porque nesta semana a McLaren apresentou uma versão com a participação de Murray Walker, comentarista veterano da F1.

    Senna não venceu a prova. À frente de Prost com uma grande vantagem, ele acumulou voltas mais rápidas até a McLaren pedir aos dois pilotos que diminuíssem o ritmo. Eles o fizeram, mas Senna atingiu a proteção em Portier, a curva à direita que antecede o túnel.

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