January 11, 2019 / 5:27 PM / 9 months ago

França investiga presidente do Comitê Olímpico do Japão por suspeita de corrupção

Tsunekazu Takeda 08/12/2014 REUTERS/Eric Gaillard

PARIS (Reuters) - O presidente do Comitê Olímpico do Japão, Tsunekazu Takeda, está sob investigação formal na França por suspeita de corrupção relacionada à bem-sucedida candidatura do Japão para sediar os Jogos Olímpicos de 2020, disse uma fonte judicial francesa nesta sexta-feira.

Procuradores franceses que investigam um pagamento multimilionário feito pelo comitê de candidatura do Japão a uma empresa de consultoria de Cingapura interrogaram Takeda em Paris e ele foi colocado sob investigação formal no dia 10 de dezembro, disse a fonte à Reuters.

Em Tóquio, Takeda disse que nenhuma ação imprópria, como o pagamento de propina, foi realizada em conexão com a candidatura do Japão e que ele não foi acusado por autoridades francesas.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que sua comissão de ética abriu um inquérito sobre o caso e se reunirá nesta sexta-feira, acrescentando que Takeda “continua a desfrutar da total presunção de inocência”.

Investigadores franceses têm conduzido um inquérito de anos sobre a corrupção nos esportes e, no início de 2016, estenderam a investigação para incluir os processos de candidatura e de votação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e de Tóquio em 2020.

Agora, o juiz Renaud Van Ruymbeke suspeita que Takeda —um ex-atleta olímpico, autoridade olímpica de longa data e primo de segundo grau do imperador japonês Akihito— tenha pago propinas para garantir a vitória da candidatura de seu país, segundo a fonte.

Takeda, que também lidera a comissão de marketing do COI, pediu desculpas pelas “grandes preocupações levadas à população do Japão, que tem dado tanto apoio à Olimpíada e Paralimpíada de Tóquio”.

No caso envolvendo a candidatura do Rio para os Jogos de 2016, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, foi preso em 2017 no âmbito da investigação iniciada pelos procuradores franceses.

Reportagem de Emmanuel Jarry, em Paris; Ami Miyazaki e Elaine Lies, em Tóquio; e Karolos Grohmann, na Alemanha

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