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Coronavírus representa dor de cabeça logística para equipes de F1

LONDRES (Reuters) - A epidemia de coronavírus está causando uma dor de cabeça logística para as equipes de Fórmula 1, que se preparam para uma nova temporada e uma longa sequência de corridas programadas para começar na Austrália no dia 15 de março.

Max Verstappen, da Red Bull, participa dos testes de pré-temporada em Barcelona 27/02/2020 REUTERS/Albert Gea

O Grande Prêmio da China de 19 de abril foi cancelado, mas as três primeiras corridas levarão as equipes a viajarem da Europa para Melbourne, para o Barein uma semana mais tarde e depois para a capital vietnamita Hanói.

O executivo-chefe da F1, Chase Carey, disse na quarta-feira que “tudo está pronto”, mas admitiu que a situação continua incerta.

A maioria das escuderias têm sede no Reino Unido, mas a Ferrari e a AlphaTauri (ex-Toro Rosso) de motor Honda estão radicadas na Itália, que testemunha um aumento de casos de coronavírus --assim como a Pirelli, fornecedora exclusiva dos pneus.

“É uma situação que está mudando quase de hora em hora, e estamos reagindo de acordo para garantir que estamos protegendo as pessoas que trabalham para nós”, disse a vice-chefe da Williams, Claire Williams, à Reuters.

“Há muitas perguntas que podem ter que ser debatidas e respondidas.”

A principal administradora da F1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as equipes se reunirão no Circuito da Catalunha de Barcelona na sexta-feira, último dia dos testes da pré-temporada, e a questão do vírus deve estar no topo da pauta.

A Williams disse que as equipes irão para onde quer que a F1 considere seguro ir, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Roteiros de viagem feitos meses atrás tiveram que ser modificados, e as equipes trocaram grandes centros de conexão de Cingapura, Bancoc ou Hong Kong por outros no Oriente Médio.

Agora o vírus também está se disseminando nestes lugares – o Barein relatou 33 casos até quarta-feira e suspendeu voos que chegam e partem de Dubai.

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