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Remadora gay da Nova Zelândia busca sucesso olímpico para "lançar luz" sobre injustiças

Remadora neozelandesa Emma Twigg durante Jogos do Rio 09/08/2016 REUTERS/Gonzalo Fuentes

MELBOURNE (Thomson Reuters Foundation) - Quando a remadora neozelandesa Emma Twigg se deu conta de que era gay, não planejou servir de exemplo para ninguém.

Mas um afastamento do remo após a Olimpíada do Rio 2016, onde quase conquistou uma medalha de bronze, e o apoio que recebeu de amigos e colegas quando se casou com sua companheira no início deste ano mudaram o cenário.

“Sempre tive a postura de querer ser conhecida como Emma, a remadora incrível, antes de Emma, a remadora gay”, disse a atleta, de 33 anos, à Thomson Reuters Foundation, em uma entrevista por telefone.

“Sinto que tenho muita sorte por sempre ter estado cercada por pessoas que nunca mostraram nenhum tipo de desrespeito, e minha sexualidade não é um ponto focal de minha carreira esportiva”, acrescentou.

A Nova Zelândia legalizou as parcerias civis em 2004 e o casamento homossexual nove anos mais tarde, e foi depois de se casar, em janeiro, que Twigg percebeu que gostaria de usar sua plataforma como atleta para defender pessoas LGBT+ menos privilegiadas do que ela.

“Não é algo que, assim que percebi que era gay, fiquei à vontade fazendo. Com certeza exigiu algum tempo, e quanto a isso cada um tem sua jornada”, disse.

“À medida que cresci, percebi o poder de meu perfil e a oportunidade de fazer o bem usando o trabalho duro que dediquei ao meu esporte”.

Ela se aposentou temporariamente após a Rio 2016, e sua volta ao esporte foi motivada em parte por seu desejo de mostrar a jovens gays e a atletas LGBT+ que “a vida continua”.

“Se, ao ler sobre minha história, alguém se sentir mais confiante, será ótimo”, disse ela, que aproveitará o adiamento da Tóquio 2020 para treinar.

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