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Barcelona encara "fim de uma era" após vexame contra o Bayern

Técnico do Barcelona, Quique Setién, durante derrota por 8 x 2 para o Bayern 14/08/2020 REUTERS/Rafael Marchante/Pool

LISBOA (Reuters) - Para o técnico do Bayern de Munique, Hansi Flick, o massacre de 8 x 2 imposto sobre o Barcelona nesta sexta-feira deve ter sido o déjà vu mais maravilhoso que se poderia imaginar.

Em 2014, Flick estava no banco em Belo Horizonte como assistente do técnico da seleção alemã, Joachim Loew, quando a Alemanha impôs ao pentacampeão do mundo Brasil sua maior derrota da história, o 7 x 1.

Se aquela apresentação é lembrada como uma das maiores de um time alemão na história, agora ela estará ao lado do que o Bayern produziu em um vazio Estádio da Luz nesta sexta-feira.

O trauma do “7 x 1” ainda reverbera no futebol brasileiro --a vergonha e a raiva pela derrota, os debates ferrenhos sobre a culpa e a busca por soluções continuam, mesmo depois de seis anos.

É difícil imaginar quanto tempo levará para o Barça superar o impacto do “8 x 2”, mas enquanto o Brasil teve quatro anos para se preparar para a próxima Copa do Mundo, não há tal espaço de tempo para o clube catalão.

Luiz Felipe Scolari deixou o comando da seleção um dia após o término da Copa do Mundo, e parece que o técnico do Barcelona, Quique Setién, deixará seu cargo ainda mais rapidamente.

Se sair, ele certamente não será o único a pagar o preço pelo desempenho ruim, durante o qual sua equipe pareceu ter jogado a toalha nos momentos finais.

“Eu acredito que agora é muito cedo para falar sobre se eu vou ficar no clube ou não”, disse Setién imediatamente após o jogo.

“A verdade é que não depende de mim. Vale a pena todos nós trabalharmos o que é importante e considerarmos uma ampla gama de coisas correspondentes a uma derrota dessa importância e que é tão dolorosa.”

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