3 de Julho de 2008 / às 04:20 / 9 anos atrás

Fluminense perde Libertadores nos pênaltis para LDU

Por Pedro Fonseca

<p>Luis Alberto Bolanos, da LDU, comemora gol contra o Fluminense no Rio de Janeiro. Os mais de oitenta mil tricolores que lotaram o Maracan&atilde; viram o Fluminense chegar muito perto do t&iacute;tulo da Copa Libertadores pela primeira vez na hist&oacute;ria, mas deixaram os est&aacute;dio arrasados com a derrota nos p&ecirc;naltis na madrugada desta quinta-feira. Photo by Fernando Soutello</p>

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os mais de 80 mil tricolores que lotaram o Maracanã viram o Fluminense chegar muito perto do título da Copa Libertadores pela primeira vez na história, mas deixaram o estádio arrasados com a derrota para a Liga Deportiva Universitária nos pênaltis na madrugada desta quinta-feira.

Depois de ter perdido por 4 x 2 no Equador, o time brasileiro conseguiu reverter a desvantagem jogando em casa e venceu por 3 x 1 no tempo normal, graças a três gols do meia Thiago Neves. Mas a recuperação foi em vão. Nas cobranças de pênaltis o goleiro equatoriano Cevallos defendeu os chutes de Conca, Thiago Neves e Washington, garantindo o primeiro título de um clube do Equador na Libertadores.

“A equipe tentou, buscamos os gols que estávamos precisando, mas pênalti é loteria. Infelizmente não deu”, disse o meia Cícero a jornalistas após a partida.

Os torcedores do Tricolor pintaram o estádio de verde, branco e grená com camisas e bandeiras do clube e promoveram uma explosão de fogos das mesmas cores sobre o gramado. Sinalizadores escreveram “Fluminense” na arquibancada, e quando o time entrou em campo, o tradicional pó-de-arroz tomou o estádio por completo.

Apesar de precisar vencer por dois gols de diferença para levar o jogo para a prorrogação, o Fluminense entrou em campo apenas com Washington no ataque, apoiado pelos meias Cícero, Thiago Neves e Conca. Com apenas 5 minutos de jogo a situação ficou ainda mais delicada.

Numa jogada de contra-ataque, o ala Guerrón recebeu pela direita, livrou-se da marcação de Ygor numa jogada de habilidade, e rolou a bola para o meio da área. Bolaños bateu forte, no canto direito de Fernando Henrique. Com o gol da LDU, o time brasileiro passou a precisar marcar quatro vezes para conquistar seu primeiro título da Libertadores.

Mesmo com a vantagem na soma dos placares, a LDU continuou buscando o ataque, e abriu espaços na defesa. Num momento do jogo em que as duas zagas apresentavam fraquezas, Thiago Neves fez boa jogada individual na intermediária, livrou-se do marcador, e bateu rasteiro no canto direito do goleiro, empatando aos 11 minutos para recolocar a equipe na partida.

Depois que o técnico Renato Gaúcho mandou o reserva Dodô para o aquecimento, aos 25 minutos, o Fluminense chegou ao segundo, tirando proveito de uma falha da defesa equatoriana.

Em cobrança de lateral pela esquerda, Júnior César encontrou Cícero atrás da zaga adversária. O meia cruzou rasteiro para área e Thiago Neves teve apenas o trabalho de empurrar a bola para rede.

Antes do final do primeiro tempo, o Fluminense ainda reclamou de um pênalti de Ambrossi sobre Washington, mas o árbitro argentino Héctor Baldassi afastou os protestos.

“Estamos jogando bem, estamos pressionando a LDU. É isso que o Renato pediu”, disse o meia Thiago Neves, ao sair para o intervalo.

DODÔ EM CAMPO

Renato Gaúcho desmontou o esquema com três zagueiros para o segundo tempo, com a entrada do Dodô no lugar de Ygor. Logo aos 7 minutos, o atacante invadiu a área pela direita e acertou a trave.

A equipe equatoriana, ao contrário do primeiro tempo, encolheu-se na defesa e passou a atrasar a partida o máximo que podia.

O gol que levou o jogo para a prorrogação saiu aos 12 minutos. Thiago Neves sofreu falta na entrada da área e ele próprio cobrou, com perfeição, no canto esquerdo do goleiro Cevallos. O 3 x 1, que empatou o resultado agregado em 5 x 5, levou o Maracanã abaixo e empurrou o time para frente.

Mas o Fluminense não conseguiu manter o mesmo ritmo, e deu espaço para a LDU crescer na partida. Não demorou e o time equatoriano chegou perto de marcar, com Bieler acertando um chute na trave direita.

Os dois tempos da prorrogação foram marcados pelo cansaço de ambas as partes. Até os quatro minutos finais. Primeiro a LDU teve um gol de cabeça de Bieler mal anulado por impedimento, aos 11 minutos. E logo em seguida, Cevallos defendeu de reflexo uma finalização a queima-roupa de Thiago Neves.

No último minuto, o zagueiro Luis Alberto ainda foi expulso ao cometer falta em Guerrón, que avançava em velocidade para a área. O juiz apitou o fim após a cobrança acertar a barreira.

PÊNALTIS

Na cobrança dos pênaltis, apenas Cícero converteu pelo Fluminense. Urrutia, Salas e Guerrón marcaram pelos equatorianos, que tiveram o goleiro Cevallos como grande herói da decisão.

O presidente do Fluminense, Roberto Horcades, criticou a arbitragem após a partida. “É um argentino safado, moleque. O que foi isso que ele fez aqui?”, disse ele, em referência a um pênalti em favor do Tricolor não assinalado na primeira etapa.

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