6 de Agosto de 2008 / às 00:10 / em 9 anos

Vôlei chega a Pequim e Bernardinho detona "rotulagem"

Por Marcelo Teixeira

PEQUIM (Reuters) - A seleção brasileira de vôlei masculino desembarcou em Pequim nesta terça-feira com a derrota nas finais da Liga Mundial ainda latente na memória, e o técnico Bernardinho rebateu o que classificou como uma tentativa de colar no time o rótulo de equipe que sente as situações de favoritismo.

“Não foi favoritismo não, acho que jogamos mal mesmo. Quem está nisso a sete anos, uma equipe que resiste a sete anos de pressão, que chegou com favoritismo em 2004, esse time não pode ser rotulado de não suportar esse peso”, disse o treinador.

Os jogadores chegaram no final da tarde ao modernista e recém-inaugurado terminal 3 do aeroporto de Pequim, e foram recepcionados por um batalhão de jornalistas brasileiros.

Como não podia deixar de ser, a seleção norte-americana foi um tema central nas entrevistas.

Bernardinho afirmou que o time aproveitou o tempo de aclimatação no Japão para estudar alguns jogos da Liga, especialmente a semifinal contra a seleção dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro, onde o Brasil foi derrotado por 3 a 0 e deu adeus ao título.

“Não fomos consistentes no passe (contra os norte-americanos). E isso não permitiu a variação de ataque. Mas foi sempre diferença de dois, três pontos. Perdemos chances de fechar”, afirmou o técnico brasileiro. “São detalhes, não é ficar vendo fantasmas do lado emocional”.

Os jogadores foram na mesma linha.

“O que aconteceu na Liga foi que tivemos muitos erros. Eu particularmente não joguei bem”, disse o meio de rede Gustavo.

“Vimos o jogo que fizemos contra eles. Erramos bastante, coisas que não costumamos errar. Demos muitos pontos, e eles não deram nada”, acrescentou Dante.

“PRESSÃO ENORME”

Bernardinho menosprezou interpretações de que a seleção talvez estivesse iniciando essa Olimpíada em uma situação de pressão menor na comparação com Atenas, o que poderia até ser benéfico.

“Carga sempre tem, não é menor não. A pressão é enorme, mas isso é parte da dinâmica do esporte”, afirmou.

“Estamos frustrados porque não conseguimos o nosso melhor lá (no Rio). Mas não é melhor chegar assim. Não muda nada, temos uma missão a ser cumprida”, acrescentou.

“A ferida vai ficar aberta por algum tempo, mas tem que aprender a jogar sangrando.”

Apesar de já terem treinado pela manhã no Japão, o técnico disse que ainda faria alguma atividade nesta terça-feira, “pra tirar o avião das costas”.

“O que ele disser tem que fazer. Agora não tem que falar nada”, disse Dante ao deixar o aeroporto, já perto das 19h locais.

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