6 de Novembro de 2007 / às 14:02 / em 10 anos

Blatter quer combater domínio estrangeiro nos clubes da Europa

Por Nazvi Careem

<p>O presidente da Fifa, Joseph Blatter, est&aacute; trabalhando com a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia para reduzir o n&uacute;mero de jogadores estrangeiros que dominam os clubes nas ligas ao redor da Europa. Foto em Kuala Lumpur, 6 de nomvebro. Photo by Zainal Abd Halim</p>

KUALA LUMPUR (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, está trabalhando com a União Européia para reduzir o número de jogadores estrangeiros que dominam os clubes nas ligas ao redor da Europa.

Falando a jornalistas na capital da Malásia, onde participa de uma cerimônia de premiação regional, Blatter disse que chegou o momento para uma mudança na Europa.

“A União Européia não cobre esta questão em sua Constituição atualmente, mas o esporte será mencionado pela primeira vez quando eles mudarem suas leis em dezembro”, disse Blatter.

“Existe um grande número de processos para se acabar com a presença massacrante de jogadores estrangeiros nas ligas de clube.”

Blatter acrescentou que a Fifa gostaria de implantar um limite de cinco jogadores estrangeiros em qualquer time titular, com as outras seis vagas sendo ocupadas por jogadores que possam ser convocados para a seleção do país onde joga o clube.

Os principais clubes da Liga Inglesa, como Manchester United, Arsenal, Chelsea e Liverpool estão recheados de jogadores estrangeiros.

Blatter disse que a UE daria ao esporte o poder de policiar seus próprios membros, e que isso significa que a Fifa poderia dizer quantos jogadores estrangeiros seriam permitidos em um único clube.

“Estivemos na Itália recentemente assistindo ao jogo Inter de Milão contra Juventus. Enquanto a Inter tinha apenas três jogadores europeus e nenhum italiano, a Juve tinha seis jogadores italianos”, afirmou.

“Certamente as coisas estão acontecendo para trazer de volta os jogadores locais para os clubes de futebol.”

Em 1998, o ex-jogador e técnico da Alemanha Franz Beckenbauer disse que previa um futuro com o enorme crescimento dos clubes europeus em detrimento das seleções nacionais, o que diminuiria a importância até mesmo da Copa do Mundo.

Entretanto, Blatter afirmou que a Copa do Mundo ainda é o maior torneio do planeta e que o interesse nas competições entre seleções continua muito grande.

“Acho que Franz Beckenbauer mudaria de idéia agora, porque ele é membro do comitê da Fifa. Não vejo as seleções desaparecendo em favor dos clubes”, disse ele.

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