10 de Janeiro de 2008 / às 11:25 / em 10 anos

Rio defende experiência de Pan e Copa em nova investida olímpica

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A terceira campanha olímpica do Rio de Janeiro, apresentada nesta terça-feira, aposta na realização do Pan 2007 e na Copa do Mundo de 2014 como os principais pilares para provar ao COI que a cidade deixou de ser apenas “uma boa idéia” e agora tem capacidade de realizar o maior evento esportivo mundial.

A proximidade da Olimpíada com o Mundial da Fifa, vista pelos concorrentes aos Jogos Olímpicos de 2016 como ponto fraco da proposta brasileira, foi considerada pelos membros da candidatura como um trampolim para a realização do evento.

“O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) declarou que a Copa do Mundo ajuda o Rio 2016, eu também acho isso. Se algum adversário quiser utilizar isso para discutir, é natural, faz parte do jogo”, afirmou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e principal responsável pela pré-candidatura do Rio, Carlos Arthur Nuzman.

O COI advertiu formalmente a candidatura de Tóquio recentemente, após um diplomata japonês ter questionado a diferença de apenas dois anos entre a realização da Copa de 2014 no Brasil e os Jogos de 2016.

Mas tanto Nuzman quanto o prefeito do Rio, Cesar Maia, lembraram que outros países já viveram a mesma experiência, entre eles o México -- Olimpíada de 1968 na capital e Copa de 1970 -- e os EUA -- Copa de 94 e Olimpíada de Atlanta-96.

Além do Mundial, que foi confirmado pela Fifa no Brasil, o Pan-Americano realizado em julho do ano passado é considerado pelos membros da campanha como a prova de que o Brasil pode receber grandes eventos esportivos.

Considerada um sucesso pelos organizadores, a competição foi marcada por atrasos nas obras e estouro de orçamento. Só no último ano, com grande investimento do Governo Federal, foi possível a conclusão das instalações esportivas.

“Com os Jogos Pan-Americano, nós mudamos de status. Não vamos mais apresentar só boas idéias ao COI, eles verão o que nós já fizemos”, afirmou Maia.

PROPOSTAS

Ao contrário das fracassadas campanhas para 2004 e 2012, a nova proposta do Rio tem projetos menos ambiciosos, especialmente na área de transportes. Os caríssimos planos de expansão do metrô por várias regiões da cidade foram alterados por ônibus de alta velocidade (BRT, na sigla em inglês), que serão utilizados nos Jogos de Pequim deste ano.

Com relação às instalações esportivas, a pré-proposta, que será entregue ao COI em Lausanne, Suíça, na sexta-feira, mostra que 56 por cento já está pronto, especialmente graças ao Pan. Grande parte do restante seria construído no local onde está o autódromo da cidade, que vai ser desativado. Outro circuito seria construído, segundo Nuzman, em outro local.

De acordo com dados iniciais, o custo das construções esportivas seria de 508 milhões de dólares, bem abaixo dos quase 1,5 bilhão de dólares gastos no Pan do Rio. O orçamento de infra-estrutura não foi informado, mas apenas com transportes prevê-se um gasto de 2,6 bilhões de dólares.

Além de Rio e Tóquio, as outras cidades que declararam interesse na realização da Olimpíada de 2016 são Madri, Chicago, Baku e Doha.

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