10 de Abril de 2008 / às 00:09 / em 10 anos

COI nega planos para cancelar partes de revezamento da tocha

PEQUIM (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) não tem planos de reduzir o trajeto do revezamento da tocha olímpica, apesar das interrupções no percurso por protestos em Londres e Paris, disse o presidente do COI, Jacques Rogge, ao Wall Street Journal.

<p>Apoidores pr&oacute;-Tibet fazem marcha em S&atilde;o Francisco, Calif&oacute;rnia, Estados Unidos, em 8 de abril de 2008. A tocha passa por l&aacute; no dia 9. O presidente do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional, Jacques Rogge, disse que nenhum trecho do revezamento da tocha ser&aacute; cancelado. Photo by Mario Anzuoni</p>

Informações de que o conselho executivo do COI consideraria acabar com o revezamento da tocha fora da China numa reunião em Pequim ainda nesta semana foram baseadas “em mal-entendidos”, disse o presidente do COI ao jornal.

“Não há discussão para cancelar nenhuma parte”, acrescentou ele. “O que faremos é estudar o revezamento da tocha até agora. Faremos isso na reunião executiva de sexta-feira. Será um estudo rotineiro do que aconteceu.”

A chama olímpica passará por San Francisco ainda na quarta-feira.

Irritados com as políticas chinesas para o Tibet e com a repressão aos protestos na região himalaia no mês passado, ativistas prometeram mais manifestações iguais ou parecidas com as registradas em Londres e Paris durante a passagem da tocha no domingo e na segunda-feira.

“Estou triste”, disse Rogge sobre os protestos. “Estou entristecido porque o belo símbolo da tocha, que une as pessoas de diferentes religiões, diferentes origens étnicas, diferentes sistemas políticos, culturas e idiomas, foi atacado.”

Rogge disse que a política se convidou para entrar em questões esportivas e, ao mesmo tempo que afirmou respeitar o direito das pessoas de protestar, essas manifestações não devem ser violentas.

A China acusa o Dalai Lama, o líder religioso tibetano no exílio, pelos protestos em Lhasa, capital tibetana e áreas ao redor. Ele negou por várias vezes estar por trás dos protestos.

Reportagem de Nick Mulvenney

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