11 de Junho de 2008 / às 11:53 / em 10 anos

Maurren vê "saltão" nos EUA como impulso para medalha em Pequim

Por Maurício Savarese

<p>Maurren v&ecirc; 'salt&atilde;o' nos EUA como impulso para medalha em Pequim. Um salto acima dos 7 metros fez Maurren Maggi vislumbrar uma medalha nos Jogos Ol&iacute;mpicos de Pequim, o que pode ser a reden&ccedil;&atilde;o para a atleta ap&oacute;s a suspens&atilde;o por doping que afetou sua carreira nos &uacute;ltimos anos. 9 de mar&ccedil;o. Photo by Heino Kalis</p>

SÃO PAULO (Reuters) - Um salto acima dos 7 metros fez Maurren Maggi vislumbrar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim, o que pode ser a redenção para a atleta após a suspensão por doping que afetou sua carreira nos últimos anos.

Para ela, essa meta se tornou mais próxima após cravar no domingo aquela que seria a melhor marca do ano no salto em distância, se não tivesse sido anulada pelo vento forte: 7,02 metros no Grande Prêmio de Eugene, nos Estados Unidos.

“Eu estava saltando com regularidade e estava só faltando um saltão para mostrar que eu consigo ir longe quando estiver no auge da minha forma, já em agosto. O saltão, de um jeito ou de outro, saiu”, disse a atleta à Reuters na terça-feira após voltar da competição e participar de um evento com patrocinadores.

“Estavam quase todas as melhores do mundo lá, exceto pela portuguesa (Naide Gomes), e eu venci. Isso é o resultado de uma preparação que está levando em conta que eu posso saltar 7 metros, sem me preocupar com quanto as outras vão saltar. Se eu saltar 7 metros na China, dá para brigar por medalha.”

Campeã mundial, Naide é considerada pela própria Maurren como a adversária a ser batida em Pequim. “Mas ela ainda não repetiu fora do indoor neste ano um salto como o que eu dei nos Estados Unidos”, disse a brasileira, que nos EUA cravou também a segunda melhor marca do ano, com 6,92 metros. A portuguesa fez 7 metros exatos, em um evento indoor.

Maurren afirma que a marca acima dos 7 metros “tirou um peso enorme” da sua consciência, apesar de ter sido anulada, e a permite sonhar com o melhor resultado da sua vida na China. Mas a atleta pondera que pelo menos outras duas ou três competidoras saltarão mais de 7 metros e disputarão a medalha de ouro.

“Não sei se agora está mais competitivo do que estava em Atenas, mas eu com certeza estou bem melhor”, comentou a brasileira, que não disputou a Olimpíada de 2004 porque estava suspensa.

Em 2003, Maurren foi flagrada em exame antidoping por um anabolizante que, segundo ela, seria proveniente de um creme cicatrizante usado após depilação a laser.

Ela voltou a treinar em janeiro de 2006 e no ano passado foi campeã dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, com 6,84 metros. A melhor marca dela foi alcançada em 1999, 7,26 m.

A saltadora deve disputar mais duas competições preparatórias no Brasil neste mês e em julho segue para a Espanha, onde pode participar de mais dois eventos.

Maurren completa sua preparação em Macau, às vésperas da abertura dos Jogos de Pequim.

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