14 de Agosto de 2008 / às 00:15 / em 9 anos

Brasil tem de novo Camarões no caminho do ouro inédito

QINHUANGDAO, China (Reuters) - Para chegar ao inédito ouro olímpico no futebol, o Brasil terá de conseguir revanche contra Camarões, algoz da seleção na participação anterior numa Olimpíada. Classificada por antecipação, a equipe do técnico Dunga encerrou a primeira fase com vitória de 3 x 0 sobre a China, nesta quarta-feira, numa atuação sem esforço e com dois gols de longe de Thiago Neves.

<p>Wan Houliang, da China, tenta roubar a bola de Ronaldinho, na partida ganha pelo Brasil nas olimp&iacute;adas de Pequim REUTERS. Photo by Daniel Aguilar</p>

A goleada só saiu na etapa final, depois de um primeiro tempo monótono em que o time trocou muitos passes laterais na defesa, perdeu gols por preciosismo e chegou a ser vaiado pela torcida local, que esperava um espetáculo da equipe liderada por Ronaldinho Gaúcho.

Diego, na etapa inicial, e Thiago Neves, de falta e num chute de fora da área, no segundo tempo, marcaram os gols que garantiram ao Brasil o primeiro lugar do Grupo C, com 3 vitórias em 3 jogos, à frente da Bélgica, que ficou com a outra vaga da chave.

O duelo contra Camarões nas quartas-de-final, no sábado (16), será a chance de se vingar da derrota para os rivais nos Jogos de Sydney, em 2000, quando o Brasil foi eliminado também nas quartas pelos africanos, na prorrogação.

Uma outra seleção da África, a Nigéria, eliminou o Brasil da Olimpíada anterior, Atlanta-1996, dessa vez nas semifinais. A seleção brasileira, que não se classificou para Atenas-2004, levou o bronze 12 anos atrás.

As outras partidas das quartas-de-final em Pequim serão disputadas entre Itália x Bélgica, Argentina x Holanda e Costa do Marfim x Nigéria. Nem os reservas Thiago Neves, Ramires e Ilsinho, titulares no lugar de jogadores pendurados com cartão amarelo, conseguiram empolgar o time brasileiro na primeira etapa.

O Brasil demorou 17 minutos até chegar com perigo no gol da China. Mas logo na primeira oportunidade, numa tabela de Diego com Ronaldinho Gaúcho na intermediária, a seleção pegou a defesa chinesa desmontada. Diego recebeu na frente, driblou o goleiro e tocou rasteiro para abrir o marcador.

Brasil jogou em ritmo lento, tocando bola no meio-campo. De vez em quando, os meias tentavam uma bola enfiada por trás dos zagueiros. Numa dessa, Ronaldinho saiu cara a cara com o goleiro, mas ao tentar um toque por cobertura, desperdiçou a chance de marcar o segundo gol brasileiro.

Mesmo com a seleção chinesa jogando com 9 jogadores em seu próprio campo, o Brasil quase levou o empate a 10 minutos do final do primeiro tempo. O zagueiro Breno errou na saída de bola e perdeu para um jogador chinês. Após rápida troca de passes na entrada da área, Ning Jiang foi acionado na esquerda e bateu cruzado, forçando o zagueiro Thiago Silva a mandar para escanteio.

Frustrados com a exibição monótona da seleção brasileira, o público chinês vaiou a equipe durante uma demorada troca de passes laterais no campo de defesa. No final do primeiro tempo, os chineses até esboçaram uma pressão e conseguiram dois escanteios em lances quase consecutivos.

Antes de terminar a primeira etapa, Alexandre Pato escapou num contra-ataque e surgiu sozinho de frente para o goleiro chinês, mas, assim como Ronaldinho pouco antes, tentou o toque por cobertura e Zhenli Liu defendeu. No rebote, o brasileiro bateu para fora.

Depois do gol perdido, Pato não voltou para o segundo tempo. Foi substituído por Rafael Sóbis.

O ex-atacante do Internacional teve papel decisivo no segundo gol, quando foi puxado por um jogador chinês na entrada da área. Thiago Neves cobrou com categoria por cima da barreira, de pé esquerdo, e a bola entrou sem chances de defesa para o goleiro, aos 24 minutos.

Apenas três minutos depois, o meia do Fluminense marcou seu segundo gol no jogo, ao aproveitar espaço da marcação e chutar forte, rasteiro, no canto do goleiro: 3 x 0.

Texto de Pedro Fonseca; Edição de Tatiana Ramil

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