16 de Agosto de 2008 / às 16:37 / em 9 anos

Ricardo e Emanuel evitam o pior contra russos e pegam americanos

Por Marcelo Teixeira

<p>Os brasileiro Emanuel Rego (esq) e Ricardo Santos comemoram vit&oacute;ria nas oitavas de final do torneio ol&iacute;mpico, dia 16 de agosto. O aguardado bicampeonato ol&iacute;mpico no v&ocirc;lei de praia masculino do Brasil por muito pouco n&atilde;o virou poeira na arena de Chaoyang, neste s&aacute;bado, quando Ricardo e Emanuel salvaram quatro match points da dupla russa e venceram. Photo by Carlos Barria</p>

PEQUIM (Reuters) - O aguardado bicampeonato olímpico no vôlei de praia masculino do Brasil por muito pouco não virou poeira na arena de Chaoyang, neste sábado, quando Ricardo e Emanuel salvaram quatro match points da dupla russa no segundo set para levar o jogo ao tiebreak, e vencer.

Depois de vencerem o primeiro set e desperdiçaram os match points no segundo, os russos ainda conseguiram abrir vantagem de dois pontos no tiebreak, mas de novo desperdiçaram a chance de despachar a dupla favorita do torneio olímpico de Pequim.

No final, os brasileiros campeões em Atenas-2004 marcaram 18-21, 25-23 e 15-12, em 1h03min de jogo.

“Já tive partidas com muita emoção, mas como essa aí eu nunca tinha passado”, disse Emanuel após o jogo.

“Eles sacaram muito bem, deixaram a gente em dificuldade, não erraram quase nada. Estou saindo muito feliz mesmo da partida”, afirmou.

A dupla brasileira sofreu com o saque mais potente do Circuito Mundial, do russo Igor Kolodinskiy, que escolheu Ricardo como alvo durante praticamente toda a partida.

O jogador baiano esteve instável no jogo no início e teve dificuldade para escapar do bloqueio russo. Bombardeado pelos rivais, acabou responsável por 43 dos 57 ataques da dupla, conseguindo transformar em pontos apenas 22 deles.

Mas o jogador descontou os problemas no ataque com um bloqueio fundamental para a virada, fazendo 11 pontos no jogo com esse fundamento. Dois match points contra foram salvos dessa forma.

“Eles fizeram um plano de jogo contra a gente muito bom, focaram ali no Ricardo, fecharam as bolas que ele está acostumado a atacar”, disse Emanuel.

O companheiro concordou. “Tive nota 5 nas viradas e nota 9 no bloqueio”, afirmou. “Eu poderia ter sido melhor, estava com dificuldade para virar a bola, eles estavam com um tempo de bloqueio muito bom. Mas também consegui tirar alguns pontos deles de bloqueio”, disse.

“O saque dele estava fora de série. Estava sacando a 109, 110 (km) por hora. Isso para vôlei de praia é muita coisa”, acrescentou o jogador, que ficou irritado com a forma como Kolodinskiy vibrava após os pontos.

O momento chave do jogo foi no segundo set. Tendo vencido o primeiro set, a dupla russa conseguiu abrir vantagem de 20 a 18 e poderia ter definido a partida em 21.

Os russos receberiam o saque e teriam duas chances para encerrar a partida, mas Ricardo bloqueou ambos os ataques e empatou em 20 a 20. Os russos ainda perderam mais dois match points (em 22 a 21 e em 23 a 22), e acabaram tomando a virada do Brasil, em 25 a 23, num novo bloqueio de Ricardo.

No tie break decisivo, a dupla brasileira virou no final e não deixou escapar a chance de fechar.

Nas quartas-de-final, dia 18, os brasileiros vão encarar outra pedreira, a dupla norte-americana Gibb e Rosenthal.

“Acho que o próximo jogo vai ser mais difícil. Eles não têm um saque tão potente, mas possuem uma virada de bola mais constante”, disse Ricardo.

A outra dupla brasileira, Márcio e Fábio Luiz, também avançou às quartas neste sábado e vai encarar a Áustria.

Edição de Pedro Fonseca

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