21 de Agosto de 2008 / às 01:14 / em 9 anos

Jamaica pára enquanto Usain Bolt voa em Pequim

Por Horace Helps KINGSTON (Reuters) - O primeiro-ministro jamaicano, Bruce Golding, estava explodindo de orgulho minutos após Usain Bolt conquistar a segunda medalha de ouro nas provas de velocidade do atletismo Olímpico, em Pequim.

<p>Usain Bolt, da Jamaica, comemora a medalha de ouro e o recorde mundial nos 200 metros, em Pequim. Photo by Ruben Sprich</p>

“Usain Bolt é um super ser humano. O mundo nunca viu ninguém como ele”, disse Golding, cuja ilha do Caribe explodiu em comemorações e agora reivindica o título de fábrica mundial de velocistas.

“Ele não é apenas o melhor do mundo fisicamente, mas tem uma auto-confiança suprema e sabe como cumprir o que se espera dele”, disse Golding à Reuters, em uma ligação para o Estádio Olímpico, em Pequim.

Bolt se tornou o primeiro homem desde Carl Lewis, em 1984, a conquistar a dobradinha nos 100 e nos 200 metros.

Para um país pequeno, com apenas 2,7 milhões de habitantes e com alta criminalidade e pobreza -- estatísticas da ONU indicam uma das mais altas taxas de assassinatos do planeta -- muitos dos cidadãos esperam que a alegria e unidade provocados por Bolt possa inspirar um futuro melhor.

Bolt, que bateu o recorde mundial nas duas provas, destruindo seus oponentes, é o líder do meteórico crescimento da fama dos velocistas jamaicanos em Pequim. Nos 100m feminino a Jamaica dominou o pódio.

“Os atletas jamaicanos são os melhores. A Jamaica é a fábrica de velocistas do mundo”, disse a ministra dos esportes Olivia Grange.

Ao redor do mundo, a Jamaica é mais conhecida como um destino turístico devido a suas praias, pelas músicas de Bob Marley e por ser a inspiração de Ian Fleming para as histórias de James Bond quando ele foi viver na ilha.

PARE O CRIME

Nas festas de quarta-feira, a jamaicanos mostravam esperanças de que o recém descoberto domínio do país nas principais provas do atletismo possa marcar o crescimento do interesse mundial pela ilha e ajudar a resolver alguns de seus problemas, como os homicídios impulsionados pelo tráfico de drogas e pelas guerras de gangues.

“Quero fazer um apelo para que o crime pare na Jamaica. Faço um apelo especial para a comunidade Maxfield, que deponham as armas”, disse à CVM TV Melaine Walker, que ampliou a alegria jamaicana, na quarta-feira, ao vencer os 400 metros com barreiras

Maxfield é uma área da capital da Jamaica, Kingston, conhecida pelos numerosos tiroteios e assassinatos.

“Minha filha tem feito tudo por nós, pelo orgulho do gueto e nós precisamos parar essa briga”, disse Japeth, pai de Walker.

A ilha virtualmente parou para ver a prova de Bolt na distante China.

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