26 de Julho de 2008 / às 14:58 / em 9 anos

Bernardinho indica permanência na seleção de vôlei após Pequim

Por Pedro Fonseca

<p>Brasileiro Giba ataca uma bola em partida contra o Jap&atilde;o, pela fase final da Liga Mundial, no Rio de Janeiro. Photo by Reuters (Handout)</p>

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mistério está praticamente desfeito. O técnico Bernardinho afirmou nesta sexta-feira que deve continuar no comando da seleção brasileira de vôlei masculino após os Jogos Olímpicos de Pequim.

Com a proximidade do final de seu contrato, que expira após a Olimpíada do mês que vem, Bernardinho ainda não havia indicado de forma tão clara que pretende seguir no comando da equipe, a qual ele levou ao topo do mundo desde que assumiu em 2001.

Apesar de afirmar que sua visão só vai até os Jogos da China, ele acrescentou: “Uma coisa é certa: se muitos desses jogadores continuarem, e alguns vão continuar, é muito difícil que eu os deixe, por tudo isso que se criou ao longo desses anos todos.”

O treinador disse ainda que vai “diminuir o ritmo” depois da Olimpíada, provavelmente dedicando-se exclusivamente à seleção em vez de acumular o cargo também em um clube. Ele ainda decidiu que vai ficar no Brasil, após ter recebido sondagens de outros países.

“Acho que 15 anos de clube e seleção é um pouco demais”, disse o treinador, em entrevista coletiva, após a vitória do Brasil sobre o Japão na fase final da Liga Mundial, no Maracanãzinho. Antes de treinar o time masculino, Bernardinho foi técnico da seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 e Sydney-2000.

Com Bernardinho no comando, a seleção masculina de vôlei do Brasil se tornou a maior potência mundial da modalidade, culminando com a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004. Além da Olimpíada, a equipe é heptacampeã da Liga Mundial e bicampeã do Campeonato Mundial.

Segundo o treinador, as conquistas que colocam o Brasil como amplo favorito a conquistar o bicampeonato olímpico em Pequim estão sendo encaradas com tranquilidade pelos jogadores. A maior parte da equipe que estará em Pequim também foi a Atenas e protagonizou as várias conquistas brasileiras nos últimos sete anos.

“A impressão que eu tenho ao olhar para eles e conviver com eles é que se eles estão sentindo ansiedade, isso está muito bem trabalhado. Eu confesso que estou muito mais ansioso e muito mais preocupado”, afirmou.

“Fico preocupado que, caso não dê certo alguma coisa, as pessoas esqueçam o que esse grupo de rapazes fez em sete anos. As pessoas podem não entender que uma medalha que não seja de ouro, é uma medalha importante”, acrescentou.

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