26 de Junho de 2008 / às 03:07 / em 9 anos

CORREÇÃO-Após lesões, Guilheiro quer repetir medalha em Pequim

(Corrige 2o parágrafo para esclarecer que Flávio Canto não irá a Pequim. Ele é reserva na categoria meio-médio)

<p>Agumas les&otilde;es depois, Guilheiro quer repetir feito em Pequim. O judoca brasileiro Leandro Guilheiro em imagem de arquivo. Guilheiro surpreendeu ao conquistar uma medalha ol&iacute;mpica com apenas 21 anos em Atenas, em 2004. Classificado para Pequim, ele chega aos Jogos mais experiente e quer repetir, ou melhorar, o feito. 16 de agosto de 2004. Photo by $Byline$</p>

Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - O judoca brasileiro Leandro Guilheiro surpreendeu ao conquistar uma medalha olímpica com apenas 21 anos em Atenas, em 2004. Classificado para Pequim, ele chega aos Jogos mais experiente e, apesar de três lesões sérias desde a última Olimpíada, quer repetir, ou melhorar, o feito.

Guilheiro, que foi campeão mundial sub-20 em 2002, levou o bronze em Atenas na categoria leve (até 73 quilos). O judô brasileiro levou só mais uma medalha na ocasião, o bronze do mais experiente Flávio Canto, meio-médio que é reserva de Tiago Camilo para Pequim.

“Acho que sou um cara mais forte hoje, mentalmente e fisicamente. Acho que a possibilidade é até maior hoje de conseguir uma medalha do que era em Atenas”, disse ele.

As competições preparatórias mais recentes mostraram que ele está em um bom caminho. Guilheiro levou medalhas de bronze na SuperCopa do Mundo de Hamburgo e de Moscou, última disputa da seleção brasileira a nível internacional antes da Olimpíada.

“Foi bom para ganhar confiança e ver que as coisas estão indo como planejado”, disse ele.

O caminho de Atenas para Pequim, no entanto, não foi percorrido sem alguns percalços.

O judoca passou por três cirurgias nesse período, em uma das mãos, em um dos ombros e no quadril. E está com uma hérnia de disco que causa certo desconforto durante os treinamentos e competições. Mas ele diz que a dor é uma constante na vida de qualquer atleta nesse nível.

“Pode procurar, mas dificilmente você vai achar um judoca que está treinando sem dor. Faz parte da rotina”, disse Leandro, que além da parte física tem feito um trabalho de treinamento mental com o preparador Luís Scipião, com o objetivo de melhorar o foco durante as competições.

“É um treino para melhorar alguns aspectos. O poder de antecipação, de prever melhor os movimentos durante a luta”.

ACLIMATAÇÃO NO JAPÃO

A seleção brasileira de judô segue para o Japão no dia 23 de julho, onde vai ocorrer o trabalho de aclimatação durante 10 dias. A equipe chega a Pequim no dia 5 de agosto, quatro dias antes do início da competição.

Outro membro do time, o ligeiro Denilson Lourenço, irá aos Jogos depois de ter ficado fora de Atenas devido a problemas com lesões. Ele participou da Olimpíada de Sydney e tem no currículo como melhor colocação o bronze no mundial de Paris, em 2000.

Aos 31 anos, Denilson confia em sua experiência para ir mais longe nos Jogos. “Os novatos, às vezes, podem sentir um pouco a pressão”.

Além disso, ele não terá pela frente dessa vez o japonês Tadahiro Nomura, quase uma lenda viva do esporte, único judoca na história a conquistar três ouros olímpicos consecutivos (Atlanta, Sydney e Atenas). Nomura não conseguiu se classificar nas eliminatórias da equipe japonesa que vai aos Jogos.

“Mas isso também não facilita nada. Essa é uma categoria muito competitiva, em cada campeonato ganha um atleta diferente. Em uma competição dessa não tem cara fraco”, disse Denilson, que participou com Leandro de evento no Clube Pinheiros, que os dois representam.

O ligeiro fez uma artroscopia no joelho esquerdo na semana passada, mas diz que estará pronto até o início das competições em Pequim.

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