17 de Março de 2009 / às 13:29 / em 9 anos

Surpresa dos testes, Brawn pode ser a sensação da Fórmula 1

Por Alan Baldwin

<p>Piloto brasileiro Rubens Barrichello no carro da Brawn GP. 16/03/2009. REUTERS/Marcelo del Pozo</p>

LONDRES (Reuters) - A nova equipe Brawn GP será a revelação da Fórmula 1 em 2009, caso a herdeira da Honda mantenha a partir do Grande Prêmio da Austrália, no dia 29, os mesmos resultados surpreendentes demonstrados nos testes dos últimos dias.

Há poucas semanas, a equipe estava à beira do abismo, depois que a montadora japonesa de automóveis decidiu abandonar a categoria, em dezembro, restando-lhe apenas a possibilidade de vender a estrutura aos dirigentes da equipe. Agora, usando o nome do seu principal acionista, Ross Brawn, a escuderia parece ser a equipe a ser batida.

“Acho que o tempo de volta deles é muito mais rápido do que qualquer outro consegue fazer,” disse Felipe Massa, da Ferrari, atual vice-campeão mundial, e que também guia um carro que parece bastante rápido. Para Massa, o desempenho da Brawn está “realmente surpreendente”.

O britânico Ross Brawn é considerado o cérebro tático por trás dos sete títulos mundiais conquistados por Michael Schumacher na Benetton e Ferrari.

A equipe correrá em 2009 com motor Mercedes. Desde a estreia nos treinos, na semana passada, a Brawn vem levando alguns a questionarem se seus pilotos não estariam fazendo testes leves demais, para obterem bons tempos e impressionarem potenciais patrocinadores.

Com bom desempenho nas voltas rápidas e nas simulações de corridas, o britânico Jenson Button e o brasileiro Rubens Barrichello foram os mais rápidos em dois de quatro dias de testes em Barcelona. Eles também começaram esta semana com o melhor tempo em Jerez.

Antes considerados carta fora do baralho ( no caso de Barrichello) ou coadjuvante (Button), os dois experientes pilotos chegam na semana que vem à Austrália a bordo de carros capazes de ditar o ritmo e disputar a vitória.

“Tudo o que posso dizer é que esperei muito por este momento,” disse Barrichello, que passou anos como coadjuvante de Schumacher na Ferrari, ao site oficial da Fórmula 1.

“É um bom carro, um bom motor, um bom grupo, e acho que seremos a surpresa do ano”, disse o brasileiro de 36 anos, recordista de participações na categoria.

Por causa da Brawn, a categoria vive nos últimos dias a rara expectativa de que a ordem natural das coisas poderia ser abalada. A Toyota, que chegou cheia de dinheiro em 2002, nunca venceu uma corrida, enquanto a BMW-Sauber só conseguiu a sua primeira vitória no ano passado.

Já a Honda, que comprou a BAR em 2006, foi a pior equipe do ano passado, com apenas 14 pontos (11 de Barrichello e 3 de Button), apesar de ter investido estimados 300 milhões de dólares em 2008.

Em 2008, o motor da Honda tinha pelo menos 60 cavalos a menos que o equipamento fornecido pela Mercedes para a McLaren.

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