26 de Março de 2009 / às 14:03 / em 9 anos

Massa quer conquistar mais do que respeito em 2009

Por Alan Baldwin

<p>Piloto da Ferrari Felipe Massa posa para fotos antes do in&iacute;cio da temporada da F1. REUTERS/Mark Horsburgh</p>

LONDRES (Reuters) - Durante alguns segundos de euforia em novembro passado, Felipe Massa teve o título da F1 ao alcance das mãos, antes de vê-lo escorregar por entre os dedos.

O piloto da Ferrari conquistou muito respeito e solidariedade pela frustração da perda e pela maneira com que lidou com ela, mas nesta temporada ele quer o prêmio principal.

O brasileiro, de 27 anos, entra no grid de largada para o GP da Austrália de domingo que abre a temporada como o favorito no coração de muita gente, dentro e fora do Brasil, para se tornar o primeiro campeão de F1 do país desde Ayrton Senna, em 1991.

Massa ganhou mais corridas do que Lewis Hamilton em 2008, mas perdeu por um único ponto depois da eletrizante prova de Interlagos, na qual o britânico conseguiu terminar na posição que precisava na última volta.

Derramando lágrimas de frustração depois de conquistar uma vitória sólida em casa mas terminar como derrotado no campeonato, Massa mostrou verdadeiro espírito esportivo em um dia que vai ficar gravado para sempre em sua memória.

“Temos que parabenizar Lewis porque ele fez um grande campeonato e marcou mais pontos que eu, ele merece ser campeão”, disse Massa. “Eu sei perder e sei ganhar”.

Havia um sentimento de que Hamilton, o mais jovem campeão da categoria de todos os tempos, merecia a coroa por ter perdido pela mesma contagem em 2007 para Kimi Raikkonen.

Se for esse o caso, Massa deve ter sua recompensa em 2009.

“Eu torcia para que Felipe fizesse algo o ano passado, então vamos torcer para que faça este ano”, disse o chefão da F1, Bernie Ecclestone, em janeiro.

CHANCES DESPERDIÇADAS

Massa venceu seis corridas contra cinco de Hamilton, embora a contagem se revertesse se o piloto da McLaren não tivesse perdido os pontos de sua vitória no GP da Bélgica por uma ultrapassagem irregular.

A conquista foi tirada do brasileiro por dois problemas fatais da Ferrari na Hungria e em Cingapura, no primeiro caso por uma falha de motor enquanto liderava com folga a três voltas do final e no segundo por uma trapalhada da equipe no pitstop em uma corrida que ele liderava desde a largada.

Massa começou a temporada passada sob pressão, já que seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen vinha da conquista do mundial e prometia impor sua autoridade na escuderia italiana.

Isso não aconteceu, e Massa fez questão de mostrar ao finlandês que havia dois pilotos do mesmo nível na equipe.

Quando chegaram a Interlagos, Massa e Hamilton travavam um duelo enquanto muitos de seus rivais torciam silenciosamente -- ou nem tanto no caso de Fernando Alonso, ex-companheiro de equipe de Hamilton -- para que o piloto da Ferrari vencesse.

Sempre próximo de Schumacher, com quem mantém contato regular, Massa é parte da família ferrarista: seu empresário, Nicola, é filho do ex-chefe Jean Todd e o presidente Luca di Montezemolo é seu admirador.

“Hamilton é um ótimo piloto, capaz de chegar perto do título em seu primeiro ano na F1 e vencedor no segundo”, disse Montezemolo em dezembro passado. “Mas com todo o respeito, eu não o trocaria por Felipe Massa.”

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below