14 de Abril de 2009 / às 14:19 / 9 anos atrás

Tribunal da F1 se reúne para decidir sobre difusor

PARIS (Reuters) - A corte internacional de apelação da Fórmula 1 se reúne nesta terça-feira para decidir a legalidade do carro da Brawn GP que levou Jenson Button à vitória nas duas primeiras corridas da temporada.

Ferrari, Red Bull, Renault e BMW-Sauber apelaram contra decisões dos comissários nas provas da Austrália e da Malásia, que liberaram os difusores traseiros de Brawn, Toyota e Williams como sendo legais.

Um veredicto deve ser anunciado até a noite de quarta-feira, quando as equipes já estarão em Xangai se preparando para a terceira etapa da temporada, na China, no domingo.

Se a apelação for aprovada, o Mundial pode se tornar uma grande confusão, com a corte tendo o poder de, no cenário mais extremo possível, mudar o resultado das provas e tirar as vitórias de Button.

Caso contrário, a Brawn, que tem motor Mercedes, pode continuar na sua sequência de vitórias, enquanto as outras equipes correm para copiar os designs de seus carros.

A McLaren, que também utiliza motores Mercedes, está presente à audiência de Paris, mas seus representantes não devem se pronunciar na corte, apesar de concordarem com a opinião das quatro equipes que protestam.

A Ferrari será representada pelo projetista Rory Byrne, que era um funcionário próximo de Ross Brawn, hoje chefe da Brawn GP, quando este estava na escuderia italiana. O projetista-chefe Nikolas Tombazis também estará em Paris.

A polêmica tem seu foco no difusor traseiro, que canaliza o ar livremente sob o carro e para fora dele, criando maior carga aerodinâmica. As rivais alegam que os difusores usados por Brawn, Toyota e Williams não estão de acordo com as regras.

A Brawn -- que foi a equipe mais rápida nas duas primeiras corridas deste ano depois de ter surgido a partir da Honda no mês passado -- e a Toyota são as duas primeiras colocadas do Mundial de Construtores.

“Esta decisão terá um enorme impacto no campeonato”, afirmou ao site da Ferrari o campeão mundial de 2007 e piloto da equipe, Kimi Raikkonen, cuja escuderia ainda não marcou um ponto sequer nesta temporada.

O bicampeão mundial Fernando Alonso, da Renault, alertou no mês passado que a Brawn pode vencer com facilidade o Mundial deste ano.

“Se os difusores forem legais, as Brawns ficarão próximas de serem inalcançáveis por nenhuma outra equipe”, afirmou o espanhol após o Grande Prêmio da Austrália.

Ross Brawn, que foi diretor técnico da Ferrari antes de ir para a Honda e assumir a equipe japonesa, espera que a corte mantenha a decisão dos comissários. “Você não pode ficar 100% confiante”, afirmou à radio BBC antes da audiência. “Mas eu espero que o bom senso prevaleça”, disse ele.

Reportagem de Alan Baldwin

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