21 de Abril de 2009 / às 15:06 / 9 anos atrás

Platini defende interrupção de jogos em caso de cantos racistas

Por Paul Virgo

<p>Presidente da Uefa, Michel Platini, durante coletiva de imprensa no dia 16 de abril, defendeu nesta ter&ccedil;a-feira a interrup&ccedil;&atilde;o de jogos em caso de cantos racistas. REUTERS/Peter Andrews</p>

ROMA (Reuters) - A Uefa quer que partidas sejam paralisadas se os torcedores começarem a entoar gritos racistas, afirmou nesta terça-feira o presidente da entidade que comanda o futebol europeu, Michel Platini.

A Juventus recebeu na segunda-feira a punição de jogar seu próximo jogo em casa pelo Campeonato Italiano com portões fechados, depois de sua torcida ter abusado racialmente o atacante Mario Balotelli, da Inter de Milão, durante o empate por 1 a 1, no sábado, pela competição nacional.

“Pediremos que o jogo seja interrompido por dez minutos quando essas coisas acontecerem, e anúncios serão feitos no estádio”, disse Platini em uma coletiva de imprensa em Roma. “Se eles continuarem, a partida será interrompida. Coragem é necessária quando há racismo nas arquibancadas. Essa é a missão da Uefa.”

O racismo não é incomum no futebol italiano, e pequenas multas são geralmente aplicadas aos clubes. Entretanto, a seriedade dos incidentes de sábado fizeram as autoridades agirem pesado contra a Juve.

“É um momento difícil para a Federação Italiana de Futebol. Isso levou sua responsabilidade”, afirmou Platini, ex-jogador da Juventus.

O presidente da federação italiana, Giancarlo Abete, que tenta levar a Eurocopa de 2016 para o país, disse a repórteres que as regras serão mudadas para permitir que os jogos sejam interrompidos em caso de racismo.

“O sistema italiano já dá às autoridades o poder de suspender a partida em caso de faixas que incitem a discriminação racial”, afirmou. “Vamos reforçar isso, naturalmente enquanto ficamos atentos em encontrar um equilíbrio para as demandas de segurança do público.”

JUVE APELARÁ

O jovem Balotelli, de apenas 18 anos, marcou o primeiro gol da Inter no confronto entre os primeiros colocados do Campeonato Italiano, mas depois ouviu gritos que entoavam “não existem italianos negros” das arquibancadas de Turim.

Balotelli, um jogador da seleção italiana sub-21, nasceu em Palermo, mas tem ascendência ganense.

A Juve desculpou-se pelo episódio, mas vai apelar contra a decisão de proibir que torcedores vão ao estádio no jogo contra o Lecce, no dia 3 de maio.

O presidente da Inter de Milão, Massimo Moratti, afirmou que teria retirado a sua equipe de campo se estivesse no Estádio Olímpico de Turim.

Ele foi criticado pela imprensa italiana por sua resposta depois que a Inter esteve no centro de um episódio de racismo em 2005, quando o jogador do Messina Marco Zoro foi insultado por torcedores.

Platini estava em Roma para levar o troféu da Liga dos Campeões da Uefa à cidade antes da final do torneio, no dia 27 de maio. A Uefa manteve a sua decisão de realizar a decisão na capital apesar do histórico dos torcedores italianos com racismo e violência.

O presidente da Uefa afirmou que várias crianças da região de Abbruzzo, atingida por um grande terremoto neste mês, receberiam ingressos grátis para a final.

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