20 de Junho de 2009 / às 18:45 / em 8 anos

África do Sul pede à Uefa para combater racismo

Por Mike Collett

<p>A Uefa deve tomar medidas mais dr&aacute;sticas contra o racismo e a discrimina&ccedil;&atilde;o no futebol, disse neste s&aacute;bado Tokyo Sexwale, membro do comit&ecirc; organizador da Copa do Mundo de 2010 na &Aacute;frica do Sul. REUTERS/Mike Hutchings</p>

JOHANNESBURGO (Reuters) - A Uefa deve tomar medidas mais drásticas contra o racismo e a discriminação no futebol, disse neste sábado Tokyo Sexwale, membro do comitê organizador da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

No lançamento da campanha da Fifa contra o racismo que acontecerá durante as semifinais da Copa das Confederações, na próxima semana, Sexwale disse que a entidade que comanda o futebol Europeu, a Uefa, deveria impor punições mais pesadas na luta contra a discriminação.

“Preocupa-nos ver os monstros do racismo levantando sua cabeça em países como a Espanha novamente”, declarou Sexwale, que é membro do comitê da Fifa para Fair Play e Responsabilidade Social.

“Acredito que uma das coisas mais importantes nesta luta contra a discriminação e o racismo é como os dirigentes esportivos reagem quando vêm atos de racismo”, acrescentou.

“A Uefa dá punição suficiente quando essas coisas acontecem? Acho que nós deveríamos exigir que a Uefa seja mais rigorosa porque, se você não pune exemplarmente, parece que não está levando a sério a questão do racismo.”

“Mesmo que seja um jogador irlandês sendo discriminado por um jogador inglês, ou um russo discriminando um ucraniano, ou um brasileiro a um africano, por questões de racismo, é nisso que devemos nos focar. Isso precisa ser parado.”

NOVA REGRA

A Uefa tem sido acusada de no passado ter imposto penalidades e multas mínimas quando o racismo aconteceu em seus jogos.

Seu comitê executivo regulamentou em Bucareste, na Romênia, no mês passado, que os árbitros de jogos da Uefa parem o jogo e mandem os times sair de campo caso aconteça alguma manifestação racista nas partidas no futuro.

O secretário-geral da Uefa, David Taylor, disse à Reuters na época: “Estávamos trabalhando nessa ideia há muito tempo e agora chegou a hora de permitir que os árbitros parem, suspendam ou abandonem um jogo por causa de interferência externa de qualquer tipo”.

“Pode ser dez minutos, pode ser mais longo, dependendo da circunstância. Queremos enviar um alerta bem claro de que qualquer tipo de racismo não será tolerado nos jogos da Uefa”, afirmou.

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