26 de Agosto de 2009 / às 23:01 / 8 anos atrás

ENTREVISTA-Andy Murray acredita que pode vencer nos EUA

NOVA YORK (Reuters) - O tenista escocês Andy Murray tem trabalhado para alcançar sua melhor forma e agora pretende encerrar o ano de maneira brilhante conseguindo seu primeiro título em um Grand Slam no Aberto dos EUA.

<p>Foto de arquivo do tenista brit&acirc;nico Andy Murray em Cincinnati. 22/08/2009. REUTERS/John Sommers II</p>

“Creio que, se jogar bem, posso ganhar o torneio”, disse Murray, atual número dois do mundo, derrotado na final em Nova York no ano passado por Roger Federer, durante uma entrevista à Reuters realizada na terça-feira.

“É preciso estar no seu melhor fisicamente, e creio que posso estar agora. Estou me sentindo na melhor forma possível aqui no Aberto”, acrescentou.

Murray comentou que sua forma física é uma prioridade e que está muito satisfeito com seus treinos.

O escocês trouxe o ex-tenista espanhol Alex Corretja para sua equipe, dirigida pelo treinador Miles Maclagan, o que já lhe rendeu um grande resultado.

Depois de várias semanas de treinamento duro em Miami depois do torneio de Wimbledon, Murray regressou ao circuito e conquistou o título do Masters 1000 de Montreal, no início deste mês, chegando ainda à semifinal de Cincinnati na semana passada.

Com a intenção de se tornar o primeiro britânico a ganhar um Grand Slam desde Fred Perry em 1936, Murray já se encontra em Nova York, uma cidade que adora, com a mente voltada ao torneio que começa na segunda-feira.

Embora carregue as esperanças dos torcedores britânicos, o escocês disse não sentir uma grande pressão para ganhar um título dessa envergadura.

“Eu coloco pressão em mim mesmo”, garantiu.

“Aos 22 anos, acredito que consegui bastante para minha idade. Sou o número dois, minha melhor posição no ranking, e ganhei muitos torneios de segunda categoria”, ressaltou.

MELHOR RESULTADO

“Este ano igualei meu melhor resultado (oitavas-de-final) no Aberto da Austrália, avancei duas rodadas mais em Roland Garros (chegando às quartas-de-final) e fui mais longe que nunca em Wimbledon (semifinal)”, comentou Murray.

“Por isso, agora, um título de Grand Slam é o único que necessito. Acho que posso consegui-lo”, continuou.

Murray, que venceu cinco torneios este ano, observou os enormes arranha-céus de Nova York de uma quadra de tênis situada no alto de um deles, no meio da cidade, e comentou seu carinho pela cidade e pelo último Grand Slam da temporada.

“É isso que me agrada no Aberto dos EUA, o ambiente”, expressou o escocês, que ganhou o título júnior do torneio em 2004.

“O tênis é fantástico. É muito diferente de outros torneios, as partidas noturnas, a quadra central. Acho que é a melhor quadra de todas. É enorme”, acrescentou.

Murray disse se sentir em casa jogando no piso rápido de Nova York, e mencionou as lembranças positivas de sua atuação em Flushing Meadows em 2008.

“O ano passado foi fantástico. Foi a primeira vez que joguei a final de um (torneio de) Grand Slam”, comentou o britânico, cuja vitória emocionante na semifinal sobre Rafael Nadal foi interrompida pela chuva em várias ocasiões.

“Adoro, adoro jogar aqui desde que era pequeno. Nova York realmente me diverte. Há muita energia. Tomara que eu consiga jogar bem”, concluiu.

Reportagem de Larry Fine

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