28 de Agosto de 2009 / às 13:01 / em 8 anos

ENTREVISTA-Se não estiver feliz, é difícil jogar bem, diz Nadal

Por Sreya Banerjee

WASHINGTON (Reuters) - Durante as últimas dez semanas, Rafael Nadal teve pouco a fazer senão relaxar de pernas para o ar na sua casa em Mallorca, enquanto seus adversários buscavam os prêmios mais cobiçados do tênis mundial.

Depois das férias forçadas, o tenista, vencedor de seis títulos do Grand Slam, voltou ao circuito neste mês em Montreal, onde se sentou para conversar com a Reuters sobre sua reabilitação, sobre a apertada agenda do circuito da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e suas esperanças para o Aberto dos EUA, que começa na segunda-feira em Flushing Meadows.

A seguir, trechos da entrevista:

REUTERS - O Aberto dos EUA é o único Grand Slam que você ainda não venceu. Como se sente chegando ao torneio, especialmente por ter ficado parado durante mais de dois meses com uma lesão no joelho?

NADAL - Acho que terei mais chances nos próximos anos. O importante é me sentir confiante nos meus joelhos, e quando me sentir confiante nos meus joelhos vou poder treinar mais forte e encontrar meu melhor jogo assim que possível.

REUTERS - Até que ponto a agenda do ATP Tour teve culpa no que lhe aconteceu? Você acha que o excesso de torneios no calendário coloca muita pressão nos jogadores?

NADAL - Bem, está claro que o calendário não pode ser perfeito para todos, mas acho que nós --os jogadores, a ATP-- estamos nos empenhando para tentar desenvolver o melhor calendário possível para os jogadores e para os torneios.

REUTERS - O que precisa mudar?

NADAL - As coisas precisam mudar. O ruim do calendário não é só que começa em 1o de janeiro e termina em 5 de dezembro. Acho que o ruim do calendário é como ele é feito e lhe obriga a disputar torneios o ano inteiro. Se você quiser obter o máximo que pode, ir o mais alto que puder (no ranking), tem de jogar do começo ao fim, porque há torneios importantes do começo ao fim.

REUTERS - Há três meses você estava defendendo o título de três torneios do Grand Slam e era o número 1. Agora que só tem o título do Aberto da Austrália em seu poder e não é mais o número 1 do ranking, isso muda a sua perspectiva para o Aberto dos EUA?

NADAL - Não sou o número 1 agora, mas sempre digo a mesma coisa. Minha motivação e aspiração são as mesmas, sendo número 1 ou número 5. Então essa é a verdade. E minha meta é a mesma --sempre estar feliz jogando, aproveitar o jogo e sempre melhorar. É para isso que eu trabalho --para melhorar meu tênis. E estar feliz jogando, porque se não estiver feliz jogando é difícil jogar bem. Preciso ter a atitude correta. Vou jogar os próximos torneios com a mesma aspiração e motivação do ano passado. Não importa.

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