6 de Setembro de 2009 / às 15:09 / 8 anos atrás

Roddick é eliminado; Oudin mantém sonho americano em Nova York

Por Pritha Sarkar

<p>O complexo de Flushing Meadows foi sacudido por uma explos&atilde;o de ru&iacute;dos ensurdecedores gra&ccedil;as &agrave;s novas sensa&ccedil;&otilde;es norte-americanas John Isner e Melanie Oudin, que eliminaram os ex-campe&otilde;es Andy Roddick e Maria Sharapova, respectivamente, do Aberto dos EUA. REUTERS/Jeff Zelevansky (UNITED STATES SPORT TENNIS)</p>

NOVA YORK (Reuters) - O complexo de Flushing Meadows foi sacudido por uma explosão de ruídos ensurdecedores graças às novas sensações norte-americanas John Isner e Melanie Oudin, que eliminaram os ex-campeões Andy Roddick e Maria Sharapova, respectivamente, do Aberto dos EUA.

Em um dia em que a paciência e a sorte da número um do mundo, a russa Dinara Safina, finalmente acabaram na terceira rodada, Isner e Oudin fizeram a festa da torcida norte-americana.

O bom sacador Roddick enfrentou um jogador de 2,06 metros de altura que foi seu pupilo e viu Isner usar muito melhor sua maior arma: foram 38 aces para derrotar o cabeça-de-chave número cinco por 7-6, 6-3, 3-6, 5-7, 7-6

“Eu fico feliz por ele. Fico chateado porque obviamente essa conquista veio às minhas custas”, resumiu Roddick, que tinha esperanças de chegar até o fim do Aberto dos EUA neste ano, principalmente após o vice-campeonato em Wimbledon.

Enquanto isso, Isner, número 55 do mundo, estava maravilhado por ter provocado a maior surpresa na chave masculina, enquanto a jovem Oudin deu prosseguimento às surpresas, que começou com sua vitória sobre Elena Dementieva, quarta no ranking, com mais uma vitória sobre outra russa.

Oudin, de 17 anos, que teve a honra de tocar o sino de abertura da bolsa de valores Nasdaq no começo dessa semana, viu sua ações subirem ainda mais no mercado do tênis no sábado, ao derrotar Sharapova, cabeça-de-chave número 29, por 3-6, 6-4 e 7-5.

Cerca de 23.000 torcedores empurravam Oudin no estádio Arthur Ashe, e os que não conseguiram lugar na quadra central vibravam ao assistirem a partida por uma TV gigante colocada na praça principal do complexo.

Quando Oudin selou seu triunfo após três horas de luta com uma winner de forehand, os torcedores que estavam dentro e fora da arena se levantaram para uma salva de palmas em pé.

Oudin parecia estar simplesmente fora de si quando deixou cair sua raquete, antes que conseguisse levantar seus braços para reconhecer a saudação da torcida.

“Eu apenas continuei lutando o mais forte que pude. Eu não acredito nisso”, disse Oudin, número 70 do mundo, na entrevista que concedeu ainda na quadra, piscando muito para evitar que as lágrimas caíssem.

“Foi sensacional jogar aqui hoje”, acrescentou a tenista, que agora terá de enfrentar mais uma russa, desta vez Nadia Petrova, pelas oitavas-de-final.

Isner resumiu o feito de sua compatriota: “Ela é muito guerreira. Ela joga com o coração. Nós temos características muito parecidas. Nós temos pequenos buldogues por dentro. Nós lutamos muito bem.”

No torneio masculino, o pentacampeão Roger Federer e o número quatro do mundo, Novak Djokovic, lideram uma legião de cabeças-de-chaves -- Nikolay Davydenko (8), Fernando Verdasco (10), Robin Soderling (12), Tommy Robredo (14) e Radek Stepanek (15) -- na segunda semana de disputas na quadra de piso duro.

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