3 de Dezembro de 2009 / às 15:29 / em 8 anos

França assombra cabeças-de-chave na Copa

Por Paul Radford

<p>Funcion&aacute;rios seguem trabalhando no local que vai abrigar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010 na &Aacute;frica do Sul REUTERS/Rogan Ward</p>

CIDADE DO CABO (Reuters) - A França assumirá o papel de pária internacional no sorteio dos grupos da Copa de 2010, na sexta-feira na África do Sul.

A decisão da Fifa de não colocar os campeões de 1998 como cabeça-de-chave deixa os “bleus” como os mais temidos adversários entre os 24 times restantes --aquele que todos os oito cabeças-de-chave querem evitar.

A França, vice-campeã de 2006, já havia passado pela humilhação de se classificar para a Copa graças à agora célebre jogada em que Thierry Henry ajeitou a bola com a mão antes de cruzar para que seu companheiro Gallas marcasse o gol decisivo contra a Irlanda.

Na quarta-feira, a Fifa decidiu que o critério para a definição dos cabeças-de-chave seria o seu ranking de outubro, quando a França estava em nono lugar. A exceção é a anfitriã África do Sul, previamente assegurada como cabeça-de-chave.

Os demais cabeças serão Brasil, Espanha, Holanda, Argentina, Inglaterra, Itália e Alemanha.

A França é certamente o mais temível entre os possíveis adversários da primeira fase, mas Portugal e Costa do Marfim também aparecem na lista de possíveis integrantes de um “grupo da morte”.

Jean-Pierre Escalettes, presidente da Federação Francesa de Futebol, disse que a França não está frustrada por ser relegada ao segundo escalão.

“Não há boa notícia ou má notícia, assim como não há chave boa ou chave ruim”, afirmou. “Em 2006, todos achavam que tivemos uma chave fácil, e sofremos para avançar. Espero que não estejamos em um ‘grupo da morte’.”

O sorteio no Centro Internacional de Convenções da Cidade do Cabo começa às 15h (hora de Brasília), e será transmitido para mais de 200 países. Será uma cerimônia de 90 minutos, que terá como apresentadores a atriz sul-africana Charlize Theron e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

Sendo a primeira Copa neste continente, haverá na cerimônia uma forte temática africana, com a inclusão de músicas e danças e a presença de vários esportistas da região.

A maior parte dos técnicos das 32 seleções classificadas estará presente. A ausência mais notável será a do argentino Diego Maradona, suspenso por dois meses por causa dos palavrões que proferiu contra jornalistas depois da classificação do seu time para o Mundial.

A África do Sul já sabe de antemão que estará no grupo A e que fará a partida de abertura em 11 de junho no estádio Soccer City, em Johanesburgo, onde um mês depois acontecerá a final.

Os cabeças-de-chave serão colocados num pote com o número 1. No pote 2 haverá equipes de Ásia, Oceania e Américas do Norte e Central. O pote 3 é reservado a seleções da África e América do Sul. O pote 4 contém apenas seleções europeias. Exceto no caso da Europa, não pode haver confrontos entre seleções do mesmo continente na primeira fase.

Na quinta-feira, o comitê executivo da Fifa realiza uma reunião em Robben Island, nos arredores da Cidade do Cabo, local onde o líder antiapartheid Nelson Mandela passou 18 anos preso.

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