5 de Dezembro de 2009 / às 14:49 / em 8 anos

Fifa aproveita Copa do Mundo para ajudar a combater o HIV/Aids

Por Agnieszka Flak

KHAYELITSHA, África do Sul (Reuters) - Em um novo campo de futebol na segunda maior favela da África do Sul, meninos e meninas adolescentes chutam bolas e participam de corridas com obstáculos em jogos que as autoridades esperam possam ajudá-los a evitar o flagelo da Aids.

O local, inaugurado oficialmente pela Fifa neste sábado, é o primeiro dos 20 centros do projeto “Futebol pela Esperança” que serão criados na África com o objetivo de usar o esporte para ajudar crianças a superar a multiplicidade de problemas sociais do continente.

“Não é preciso jogar futebol. se você nada faz pela saúde dos jovens”, disse o presidente da Fifa, Joseph Blatter, na cerimônia deste sábado.

Seis dos 20 centros serão na África do Sul, o anfitrião da Copa do Mundo de 2010, e o restante em outros países do continente.

No Mali e Gana, o foco será na luta contra a discriminação, em Ruanda, na construção da paz no país, devastado pelo genocídio de 1994, no Quênia, em meio ambiente e saúde, e na Namíbia, em integração social.

Na favela de Khayelitsha, o centro será administrado pela Grassroot Soccer, organização fundada por ex-jogadores profissionais de futebol do vizinho Zimbábue.

“Perdemos muitos amigos para o HIV/Aids no Zimbábue e sabemos o quanto ele tem devastado a sociedade de lá e como ninguém falava sobre isso, por isso compreendemos como o futebol pode ser uma ferramenta poderosa”, afirmou o diretor administrativo da organização, Kirk Friedrich.

A Grassroot Soccer treina técnicos, entre os quais muitos jovens, e além de combater a Aids também tenta melhorar a autoconfiança de crianças carentes e lhes dar acesso a recursos que as ajudem a sair da favela.

As crianças irão três vezes por semana ao centro para receber aulas sobre jogos e treinamentos que as ajudem a compreender os riscos do HIV na África do Sul, onde se estima que mais de 5 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus.

“O centro pode tirar muitas crianças das ruas e conduzi-las a outra coisa que não seja drogas e prostituição. Ele nos dá uma oportunidade e um dia poderemos nos sair bem”, disse Yonela Mapasa, de 14 anos, moradora na área e que espera um dia se tornar médica.

O objetivo dos jogos é ensinar comportamento responsável. Em um dos jogos, as crianças têm de contornar cones que representam riscos como o sexo inseguro ou parceiros múltiplos.

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