12 de Fevereiro de 2010 / às 12:16 / em 8 anos

ENTREVISTA-Europa pode adiar volta de Scolari ao Brasil

Por Pedro Fonseca

<p>Foto de arquivo - Luiz Felipe Scolari observa partida em Londres. A planejada volta ao Brasil de Luiz Felipe Scolari no ano que vem, ap&oacute;s uma passagem pelo distante futebol do Uzbequist&atilde;o, pode ser adiada devido ao interesse de clubes europeus em contratar o t&eacute;cnico pentacampe&atilde;o do mundo com a sele&ccedil;&atilde;o brasileira.28/12/2008.REUTERS/Eddie Keogh</p>

SÃO PAULO (Reuters) - A planejada volta ao Brasil de Luiz Felipe Scolari no ano que vem, após uma passagem pelo distante futebol do Uzbequistão, pode ser adiada devido ao interesse de clubes europeus em contratar o técnico pentacampeão do mundo com a seleção brasileira.

Scolari, que aceitou no ano passado uma proposta milionária do Bunyodkor após ter sido demitido do Chelsea, revelou que tem sido frequentemente procurado por equipes das principais ligas da Europa e que pode voltar a dirigir um time europeu na próxima temporada.

“Em princípio, a ideia quando eu vim para cá (Uzbequistão), era que em 2011 eu estaria trabalhando numa grande equipe do Brasil. Vamos ver o que acontece daqui pra frente. Às vezes a gente tem que modificar um pouquinho aquilo que imaginou”, disse Scolari à Reuters em entrevista por telefone desde Tashkent, capital do Uzbequistão, ex-república soviética da Ásia Central para onde ainda hoje é difícil completar uma ligação telefônica desde o Brasil.

Recentemente, o treinador recusou uma proposta oficial da Juventus, supostamente pela curta duração do contrato oferecido pelos italianos. Especula-se que outros clubes interessados em contratá-lo incluiriam o Atlético de Madri e o alemão Wolfsburg.

Felipão, que por enquanto prefere se concentrar no atual trabalho de ajudar a desenvolver seu clube e o futebol do Uzbequistão como um todo, citou a alta taxa tributária brasileira como outro fator que pode adiar seus planos de voltar ao Brasil para treinar uma equipe grande de São Paulo.

<p>T&eacute;cnico Luiz Felipe Scolari, que concedeu entrevista para a Reuters esta semana, durante coletiva de imprensa em seus tempos de Chelsea. 08/12/2008 REUTERS/Andrew Parsons</p>

“Tenho saudades das competições no Brasil, os grandes clássicos, aquela adrenalina. Mas quando a gente faz uma soma, no final das contas, você tem que entregar 30 por cento do salário para o governo que não te dá nada, só tira, enquanto que quando você está fora o clube paga o seu imposto, você tem uma segurança muito grande”, afirmou.

Sobre a passagem pelo futebol inglês, onde ficou sete meses no comando do Chelsea, o treinador garante que superou a tristeza pela demissão e que hoje só tem boas lembranças.

“Só guardo tudo de bom. Mesmo tendo saído antes não tem nada de ruim”, disse. “Eu hoje diria que, realmente, o melhor campeonato do mundo neste momento é o Campeonato Inglês. Tenho visto os jogos e são espetaculares.”

“A forma que fui tratado pelas pessoas, e a forma que ainda sou tratado pelos ingleses, principalmente do Chelsea, é uma forma que eu não tenho por que ficar pensando triste ou magoado, apesar é claro de ter ficado chateado por não ter cumprido o meu contrato.”

Scolari acredita que passou pelo mesmo problema que enfrenta a maioria dos treinadores brasileiros que tentam lançar sua carreira no exterior, um choque entre o futebol praticado no Brasil e o de outros países.

“Essa é uma situação difícil quando vamos para o exterior, porque muitas vezes nós não somos totalmente aceitos na nossa forma de trabalhar, em razão da cultura do país, da forma que o país se comporta. É uma série de coisas assim que para nós fica mais difícil.”

Edição de Tatiana Ramil

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