16 de Março de 2010 / às 13:34 / em 8 anos

ENTREVISTA-Corrida "chata" não justifica pânico, diz Ecclestone

Por Alan Baldwin

<p>Ecclestone chega para reuni&atilde;o da FIA em M&ocirc;naco. A F&oacute;rmula 1 poderia ficar mais excitante com atalhos e sem escolha de pneus, mas a categoria n&atilde;o deve se apressar em fazer mudan&ccedil;as abruptas depois da mon&oacute;tona prova de abertura da temporada no Bahrein, afirmou o chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone.11/12/2009.REUTERS/Eric Gaillard</p>

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 poderia ficar mais excitante com atalhos e sem escolha de pneus, mas a categoria não deve se apressar em fazer mudanças abruptas depois da monótona prova de abertura da temporada no Bahrein, afirmou o chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone.

“Não entro em pânico com nada”, disse ele à Reuters nesta terça-feira. “Nem se tivesse um terremoto em Londres eu entraria em pânico.”

Ecclestone, de 79 anos, sugeriu que as manchetes criticando a “chatice” da prova no fim de semana refletiam a elevada expectativa prévia por causa da volta do heptacampeão Michael Schumacher e da estreia de novas equipes.

“Achei a corrida de domingo no mesmo nível de muitas corridas dos últimos cinco anos”, afirmou ele por telefone. “Precisamos esperar três ou quatro corridas, há muitas coisas novas... Costumávamos fazer muitos testes”, acrescentou.

“Antes de começarmos a pensar em mudanças, deveríamos dar uma séria olhada nos regulamentos técnicos. Vamos ter uma conversa na Malásia (local do terceiro GP), com certeza.”

Depois do GP do Bahrein, no domingo, alguns dirigentes de equipes pediram mudanças nas regras. Red Bull, McLaren e Mercedes, por exemplo, defendem a adoção de um segundo pit stop obrigatório, ou que os pneus Bridgestone sejam produzidos de modo a ficarem menos duráveis. A expectativa das equipes é que mais paradas para trocas gerassem mais emoção nas corridas.

Mas Ecclestone disse que seria um erro permitir que as equipes decidam as regras técnicas, porque estão interessadas apenas em ganhar corridas, em vez de pensar na categoria como um todo. “Se os regulamentos fossem mais simples, não precisaríamos de toda essa gente”, afirmou.

Ele sugeriu que uma boa medida seria eliminar totalmente a possibilidade de escolhas para os pneus, fazendo com que todas as equipes tenham de usar um só tipo (em vez de optarem entre ultramacio ou “prime”) tanto nos treinos classificatórios quanto na corrida.

Ecclestone, “chefão” comercial da F1, também defendeu sua ideia de permitir que os pilotos peguem “atalhos” -- algo que muitos encararam como piada quando o provocativo bilionário britânico cogitou pela primeira vez, em janeiro.

“Estou super sério”, disse ele. “Piada são os regulamentos técnicos no momento e o que eles estão produzindo.”

Pela proposta dele, as pistas teriam modificações às quais os pilotos poderiam recorrer algumas vezes por corrida, para evitar o tráfego de retardatários. “Às vezes as pessoas não entendem bem essas coisas, não veem as vantagens. Mas seria bom para um comentarista de TV, vocês teriam muita excitação com isso”', disse ele a jornalistas no fim de semana.

Reportagem de Alan Baldwin

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