15 de Abril de 2010 / às 18:01 / em 8 anos

Polícia da África do Sul simula tumulto em exercício para Copa

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - Uma multidão barulhenta agrediu policiais sul-africanos com garrafas e latas e lançou bombas caseiras nesta quinta-feira -- apenas para garantir que o batalhão antichoque esteja pronto para eventuais problemas em junho, durante a Copa do Mundo.

Os manifestantes postiços atiraram garrafas de plástico cheias de água, latas de refrigerantes e bombas caseiras contra uma série de policiais que suavam sob o sol escaldante em seus uniformes num exercício de treinamento exibido para a imprensa.

Os manifestantes -- soldados do Exército em roupas de civis -- ficaram tão entusiasmados que quebraram ao menos um escudo de plástico da polícia com as ‘bombas’ enquanto a tropa de choque colocava-os para fora do estádio Ellis Park, de Johanesburgo.

Bombas caseiras explodiram perto dos policiais e granadas de fumaça foram lançadas no exercício cuja intenção era ser o mais realista possível às vésperas da Copa do Mundo, quando a África do Sul quer estar pronta para possíveis hooligans que escapem dos controles das fronteiras.

A polícia da África do Sul está sendo treinada há meses por especialistas em controles de multidão da polícia francesa, cujos oficiais observaram a apresentação.

O general Herve Niel, autoridade policial do Ministério do Interior em Paris, disse a jornalistas que os sul-africanos estavam seguindo as mesmas técnicas utilizadas na França.

“O tipo de simulação que vocês viram hoje é um exemplo típico do que faremos com regularidade até a véspera da Copa do Mundo. Acho que estamos no caminho certo, mas ainda há trabalho a ser feito”, disse ele.

“Nós vemos o entusiasmo com o qual os sul-africanos estão trabalhando decididamente e estamos muito otimistas sobre a Copa do Mundo em termos de controle da multidão e ordem pública.”

HOOLIGANS

Ele recusou-se a dizer como estavam os sul-africanos em comparação com a polícia francesa na prontidão para lidar com os hooligans europeus, mas o chefe da polícia sul-africana, Bheki Cele, afirmou que poucos deles serão capazes de entrar no país.

Cele, que usava um chapéu de caubói, afirmou que a África do Sul trabalhou com agências de segurança estrangeiras e a Interpol para identificar os baderneiros.

“Os hooligans não virão. Estamos trabalhando com todas as agências de segurança de onde quer que estejam. Se vierem, eles serão muito poucos que conseguiram escapar, mas eles não virão, não se preocupem”, afirmou.

Fontes francesas, no entanto, afirmaram que os sul-africanos enfrentam um desafio, em razão da falta de familiaridade com os hooligans do futebol.

Elas afirmaram que há uma preocupação de que a polícia sul-africana pudesse passar rapidamente aos disparos com balas de borracha ou com balas reais em caso de problema sério com a multidão, como fazem com freqüência nos protestos do país.

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