16 de Maio de 2010 / às 18:17 / em 8 anos

Dirigente deixa comitê inglês para a Copa de 2018

Por Martyn Herman

LONDRES (Reuters)

A esperança da Inglaterra de sediar a Copa do Mundo de 2018 sofreu um duro golpe neste domingo quando o chefe David Triesman deixou o cargo após a publicação de uma matéria na qual ele apareceu fazendo denúncias de suborno contra candidatos rivais.

O jornal The Mail on Sunday publicou trechos do que seria uma gravação secreta de uma conversa entre Triesman, que também é diretor da Associação de Futebol (FA, em inglês), e um ex-assessor dos tempos em que era ministro do governo.

Triesman declaradamente sugeriu que a favorita para a Copa do Mundo Espanha, com a ajuda da Rússia, pretendia subornar os árbitros da Copa da África do Sul, no próximo mês.

Fontes confirmaram que Triesman havia se retirado do comitê enquanto outros chefes da iniciativa Inglaterra 2018 rapidamente se posicionaram de forma distante de seus comentários, afirmando que desculpas haviam sido enviadas para Espanha e Rússia, assim como para a Fifa.

Um porta-voz do comitê da Copa do Mundo de 2018 disse que os supostos comentários de Triesman de maneira alguma representavam suas opiniões.

Triesman, cujo cargo como diretor da FA agora pode estar ameaçado, teria dito que a Rússia poderia ajudar a Espanha a subornar os árbitros em troca da retirada da candidatura dos espanhóis para sediar a Copa de 2018. A candidatura da Rússia recebeu muitos elogios do presidente da Fifa, Sepp Blatter, este mês.

A Rússia respondeu com o chefe de sua candidatura pedindo à comissão de ética da Fifa para lidar com situação.

“Desde o início, estamos comprometidos em manter as normas éticas e os princípios do jogo limpo em nossa campanha para receber a Copa do Mundo,” disse Alexei Sorokin à Reuters.

“Não sei por que há tantos rumores a respeito da candidatura da Rússia para sediar a Copa. Talvez porque estamos seguindo na direção correta e nossos rivais nos vêem como uma grande força e tentam abalar nossa campanha.”

A FA, que o Mail on Sunday disse não ter conseguido um mandado para evitar a publicação da conversa de Triesman, não quis comentar o assunto.

DECISÃO CERTA

Hugh Roberston, novo ministro dos Esportes, disse que a decisão de Triesman de se retirar da campanha inglesa foi acertada, acrescentando que ele duvidava que o problema poderia causar um dano de longo prazo à candidatura da Inglaterra para sediar a Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966.

“É triste para mim pessoalmente, mas está é, com certeza, a decisão correta a se tomar,” disse ele ao Sky Sports. “Nossa prioridade como novo governo é agora vencer esta campanha para o país e estou feliz que eles tenham agido de forma rápida e decisiva.”

“Certamente, não são boas notícias. Entretanto, você tem de se lembrar que essas coisas são esquecidas e, uma vez que isto aconteça, a força fundamental da candidatura estará lá.”

Enquanto os comentários de Triesman, de 66 anos, foram feitos em particular, uma vez revelados deixaram sua posição insustentável.

“Acredito que os africanos estão se saindo muito bem. Acho que estamos indo bem, assim como alguns dos asiáticos. Provavelmente, tão bem quanto a América do Norte e Central,” teria dito Triesman, que estava com David Beckham em Zurique na semana passada e se sentou ao lado do príncipe William na final da FA Cup.

“Assumo que os latino-americanos, embora não tenham dito, devam votar a favor da Espanha. E se a Espanha abandonar, porque a Espanha espera a ajuda dos russos para subornar os árbitros na Copa do Mundo, o voto deles deve ir para a Rússia.”

Triesman se tornou o primeiro diretor independente da FA em 2008, jurando modernizar a organização e melhor administração financeira do futebol. Entretanto, ele tem sido criticado como líder da candidatura para 2018, que sofreu uma série de golpes de relações públicas, incluindo uma acusação do vice-presidente da Fifa, Jack Warner, que de seria uma candidatura “peso leve.”

A candidatura da Inglaterra é considerada como favorita para a votação em dezembro, mas eles enfrentam a oposição de Rússia, a dupla candidatura de Espanha e Portugal, assim como Austrália, Estados Unidos e Bélgica-Holanda.

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