28 de Maio de 2010 / às 13:10 / em 7 anos

Julio César reclama de bola da Copa: "parece de supermercado"

Por Pedro Fonseca

<p>Jogadores da sele&ccedil;&atilde;o treinam. Bastou um primeiro contato para Julio C&eacute;sar anunciar sua opini&atilde;o sobre a bola que ser&aacute; utilizada na Copa do Mundo: "&eacute; horrorosa", sentenciou o goleiro titular da sele&ccedil;&atilde;o brasileira e considerado um dos melhores do mundo.28/05/2010.REUTERS/Mike Hutchings</p>

JOHANESBURGO (Reuters) - Bastou um primeiro contato para Julio César anunciar sua opinião sobre a bola que será utilizada na Copa do Mundo: “é horrorosa”, sentenciou o goleiro titular da seleção brasileira e considerado um dos melhores do mundo.

“É terrível, horrorosa, parece aquelas bolas que você compra no supermercado”, acrescentou o goleiro quando perguntado o que tinha achado da bola Jabulani, fabricada pela Adidas, após ter realizado seu primeiro treinamento com ela, nesta sexta-feira, no campo de uma escola perto do hotel onde a seleção está concentrada para a Copa.

Julio César não explicou por que achou a bola tão ruim, mas o preparador de goleiros do Brasil, o ex-goleiro da seleção Wendell, afirmou que a Jabulani, por ser feita de couro sintético, é leve demais, e por isso ganha muita velocidade e faz curvas estranhas nos chutes mais fortes.

“O perigo para os goleiros é ficar adiantado. Eles precisam ficar numa posição de segurança, ou então a bola vai cair atrás”, disse Wendell a jornalistas, após comandar o treino dos goleiros da seleção.

De acordo com a Adidas, a Jabulani -- cujo nome significa “comemorar” no idioma zulu -- possui “ranhuras de aderência que asseguram um domínio completo, uma trajetória estável no ar e uma aderência perfeita em qualquer condição” e seus oito gomos moldados esfericamente “garantem uma precisão nunca antes alcançada”.

A bola chega a ser vendida a 400 reais em lojas de material esportivo no Brasil.

Julio César, titular absoluto do Brasil e que teve papel fundamental nos títulos conquistados pela Inter de Milão do Campeonato Italiano, Copa Itália e Liga dos Campeões nesta temporada, joga com uniforme da Nike, rival da Adidas, tanto em seu clube como na seleção brasileira.

Além da bola, o goleiro também reclamou da presença de jogadores adversários nas barreiras formadas pelas defesas na hora de uma cobrança de falta. Segundo ele, as regras do futebol sempre prejudicam os goleiros, uma vez que as autoridades do esporte querem ver mais gols.

“O goleiro não leva vantagem em nada. Na hora da falta, que o time adversário já esta em vantagem, eles ainda colocam dois ou três jogadores do lado da barreira para atrapalhar”, acrescentou.

FIM DO FUTEBOL-ARTE

Terceiro goleiro da seleção na Copa da Alemanha há quatro anos, Julio César tornou-se um dos pilares do Brasil desde que assumiu o posto de titular, em 2007. Suas atuações nas eliminatórias do Mundial garantiram vitórias brasileiras mesmo quando o adversário jogou melhor, e a sequência de títulos pela Inter e pelo Brasil o colocou como um dos melhores do mundo na posição atualmente.

Num time em que a defesa tem sido protagonista em detrimento do ataque, o goleiro defendeu o técnico Dunga das críticas de que a seleção deixou de jogar o típico futebol brasileiro para buscar apenas os resultados.

“Futebol hoje é muita eficiência, muita pegada. Acho que o futebol-arte que todo mundo pede, com a evolução do futebol, foi se perdendo. Eu prefiro jogar mal e ganhar do que jogar bem e perder”, afirmou o goleiro, que disse estar fisicamente preparado para a Copa apesar de uma temporada com muitos jogos por seu clube.

“Realmente foi um ano muito puxado, mas, a partir do momento que você chega para disputar uma Copa do Mundo, esse cansaço fica pra trás. Vamos nos preparar bem, claro que com um pouco de dosagem, para chegar 100 por cento na estreia.”

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