10 de Junho de 2010 / às 12:29 / em 8 anos

ENTREVISTA-Músico que abre a Copa dá boas vindas à humanidade

Por Jason Rhodes

ZURIQUE (Reuters Life!) - A Copa do Mundo na África do Sul vai superar barreiras raciais e devolverá a humanidade de volta às suas raízes africanas, disse o músico Vusi Mahlasela antes do concerto de abertura do torneio, na quinta-feira.

Ele e outros artistas africanos, como Angelique Kidjo, Hugh Masekela e Tinariwen, vão se juntar aos astros internacionais Shakira, Black Eyed Peas e Alicia Keys, para um público de 30 mil pessoas no estádio Orlando, em Soweto, além de milhões de telespectadores pelo mundo.

“Todo mundo que está vindo aqui para a Copa do Mundo deveria sentir que está voltando para casa, e ficar no mesmo nível dos demais”, disse o cantor sul-africano por telefone à Reuters. “Aqui somos iguais, somos uma família, somos um, somos um lar.”

Ele confia que a Copa vai superar o sucesso do torneio de rúgbi, em 1995, que inspirou o filme “Invictus”, e que foi um marco na reconciliação do país, um ano após o fim do regime do apartheid.

“Acho que o mesmo tipo de mágica vai voltar, com muito mais bênçãos”, disse Mahlasela.

O músico comemorou o fato de o herói nacional Nelson Mandela ter confirmado sua presença na partida de abertura, África do Sul x México, na sexta-feira.

“O principal jogador, nosso principal homem, nosso líder, Nelson Mandela, acaba de confirmar que estará lá na partida de abertura, e isso deve gerar um sentimento realmente positivo para os ‘Bafana Bafana’ (apelido da seleção local) e para todo mundo.”

“Estou esperando que muita gente negra e branca, e gente de raças diferentes, esteja lá, e tenho certeza de que será uma experiência positiva, como um arco-íris”, acrescentou.

A única queixa dele para o evento foi a escolha da “soca” (ou “calipso soul”, ritmo associado ao Caribe) como ritmo para um hino composto e interpretado pela colombiana Shakira, apenas com uma participação do grupo local Freshly Ground.

Na opinião dele, isso foi uma oportunidade perdida para apresentar ao mundo a abundante tradição musical sul-africana.

“Não sei por que tiveram de escolher a soca”, disse ele. “Há uma grande música aqui, e bons compositores, e muito boas músicas que são bastante clássicas em destacar a variedade de estilos e tradições que temos na África do Sul.”

Ele disse que, se pudesse escolher, teria ficado com alguma canção do roqueiro P.J. Powers, de Durban, que interpretou o hino da Copa do Mundo de rúgbi em 1995, chamado “World in Union” (“Mundo em União”).

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