17 de Junho de 2010 / às 12:47 / em 7 anos

Após vitória magra, Chile precisa treinar finalização

Por Gideon Long

<p>Gary Medel (esq) comemora com seus colegas de equipe vit&oacute;ria da sele&ccedil;&atilde;o chilena contra Honduras, no est&aacute;dio Mbombela. Ap&oacute;s 48 anos sem conseguir vencer na Copa do Mundo, os chilenos est&atilde;o aliviados pelo resultado positivo contra Honduras, mas tamb&eacute;m est&atilde;o preocupados com a incapacidade do pr&oacute;prio time de decidir a partida. 16/06/2010 REUTERS/Adnan Abidi</p>

NELSPRUIT, África do Sul (Reuters) - Após 48 anos sem conseguir vencer na Copa do Mundo, os chilenos estão aliviados pelo resultado positivo contra Honduras, mas também estão preocupados com a incapacidade do próprio time de decidir a partida.

O Chile dominou o jogo do grupo H e criou muitas chances, mas o único gol veio de uma jogada de sorte com a bola ricocheteando no meio-campista Jean Beausejour e terminando no gol hondurenho.

A seleção chilena sabe que vai enfrentar oponentes mais difíceis como a jubilante Suíça em Port Elizabeth na segunda, e uma ferida e provavelmente desesperada Espanha em Pretoria no dia 25 de junho.

Se a classificação no grupo H for decidida por gols marcados, o time dirigido por Marcelo Bielsa pode se arrepender das oportunidades perdidas contra Honduras.

“Não é algo que se possa prever, mas se o grupo começar a caminhar nesse sentido, talvez faça falta não termos marcado mais gols,” reconheceu Bielsa na coletiva de imprensa.

O lateral Arturo Vidal disse que a coisa mais importante foi conseguir os três pontos, mas “nós precisamos melhorar muito na frente do gol, tivemos muita chances e não aproveitamos. Então, vamos trabalhar nisso nos próximos quatro dias: marcar mais gols.”

O Chile deve ter a ajuda do seu principal atacante Humberto Suazo que pode retornar após contusão para jogar contra a Suíça. Suazo marcou 10 vezes nas eliminatórias da América do Sul, mais do que qualquer outro jogador na competição.

O retorno do jogador deve colocar o criativo meio-campista Jorge Valdivia no banco, mantendo Matias Fernandez no comando atrás do ataque de três homens do time chileno.

“Nós poderíamos ter feito mais, facilitado as coisas para nós mesmos, mas conseguimos os três pontos e estamos felizes com isso,” garantiu Fernandez.

Ironicamente, o problema do Chile nas eliminatórias não foi a seca de gols, mas uma defesa muito vazada. Eles marcaram 32 gols em 18 partidas, apenas um a menos do que o Brasil. No entanto, sofreram 22 - mais do que qualquer outro dos quatro times que se classificaram para a Copa.

Desde a competição, o time conseguiu melhorar a defesa. Nos últimos sete jogos, concedeu apenas um gol.

Com a Suíça surpreendendo a Espanha no outro jogo do grupo H, um bom resultado contra os suíços convém aos chilenos - e, de preferência, marcando mais do que um único gol.

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