17 de Junho de 2010 / às 13:13 / em 7 anos

Brasil aposta em Costa do Marfim mais aberta; cogita 3 atacantes

Por Pedro Fonseca

<p>Didier Drogba da Costa do Marfim, (dir) passa pelo portugu&ecirc;s Pedro Mendes durante jogo do Grupo G. A sele&ccedil;&atilde;o brasileira acredita que ter&aacute; mais espa&ccedil;o para jogar na partida de domingo contra a Costa do Marfim, ap&oacute;s enfrentar a Coreia do Norte mais fechada. 15/06/2010 REUTERS/Denis Balibouse</p>

JOHANESBURGO (Reuters) - Depois de reclamarem bastante da retranca norte-coreana, os jogadores da seleção brasileira acreditam que terão mais espaço para jogar na partida de domingo contra a Costa do Marfim, e a tática com três atacantes utilizada no segundo tempo da estreia pode entrar em campo novamente.

Ao contrário da Coreia do Norte, apenas a 105a seleção do ranking mundial e que entrou em campo para se defender, inclusive levando o 0 x 0 até o intervalo, a Costa do Marfim tem um estilo de jogo mais ofensivo, com a dupla de atacantes do Chelsea Didier Drogba e Salomon Kalou como destaque.

A seleção brasileira, que sob o comando do técnico Dunga tornou-se um time especialista em contra-ataques mas que repetidas vezes teve problemas para vencer adversários retrancados, espera conseguir aproveitar-se de eventuais espaços abertos pelo time africano.

“Ainda não sabemos a escalação da Costa do Marfim, mas acho que eles não vão jogar marcando tanto como jogou a Coreia”, disse nesta quinta-feira o atacante Robinho a jornalistas, antes do treino da seleção na Randburg High School. “A tendência do nosso time é melhorar.”

Em sua estreia no Mundial, na terça-feira, o Brasil teve bastante dificuldade para romper a bem armada defesa da seleção norte-coreana, que disputa um Mundial pela primeira vez desde 1996. A seleção só abriu o marcador 10 minutos depois do intervalo, graças a um chute perfeito do lateral Maicon, que colocou a bola na lateral da rede praticamente sem ângulo.

Contra a Costa do Marfim, considerado o time africano com mais chances de uma boa campanha na Copa da África do Sul, os jogadores brasileiros acreditam que os espaços vão surgir à medida que o adversário vai buscar a classificação para as oitavas-de-final.

“Os jogadores que jogam ali estão nos maiores clubes do mundo, sem dúvida nenhuma vão buscar a classificação”, disse o atacante Nilmar sobre os chamados “elefantes”, que estão espalhados por times como Barcelona, Arsenal, Manchester City e Mônaco.

Se realmente encontrar espaço para atacar, o técnico Dunga pode optar por repetir em parte do jogo de domingo a formação com três atacantes que experimentou na etapa final contra a Coreia do Norte.

Com Kaká apagado, o treinador colocou Nilmar no lugar do meia e passou a jogar com três homens de frente, com Robinho mais recuado. A formação melhorou o time, e Elano fez o segundo gol brasileiro na vitória por 2 x 1, após ótimo passe em profundidade de Robinho.

“Com essa formação a gente fica bastante ofensivo”, disse Robinho, acrescentando estar acostumado a jogar dessa forma no Santos. “O Dunga pode contar comigo ali na frente, em qualquer posição, como segundo atacante como eu venho jogando, mais atrás ou até como homem de área.”

A Costa do Marfim deve contar contra o Brasil com o retorno ao time titular do capitão Drogba, que entrou apenas no segundo tempo do jogo de estreia contra Portugal (0 x 0) após ter sido submetido a uma cirurgia no braço dias antes do início do Mundial.

O Brasil lidera o Grupo G da Copa do Mundo com três pontos, à frente de Costa do Marfim e Portugal, que tem um ponto cada. A Coreia do Norte não tem ponto.

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