23 de Junho de 2010 / às 13:30 / em 7 anos

Martín Palermo escreve a sua história na África do Sul

Por Luis Ampuero

<p>O argentino Martin Palermo comemora gol contra a Gr&eacute;cia pelo Grupo B na Copa do Mundo.O veterano escreveu na ter&ccedil;a na &Aacute;frica do Sul um novo cap&iacute;tulo em sua hist&oacute;ria como um jogador que consegue gols milagrosos. 22/06/2010 REUTERS/Enrique Marcarian</p>

BUENOS AIRES (Reuters) - O veterano atacante Martín Palermo escreveu na terça na África do Sul um novo capítulo em sua história como um jogador que consegue gols milagrosos, passa por situações incríveis, lesões absurdas e quebra recordes de todos os tipos.

Dez minutos foram suficientes para que o “Otimista do Gol”, como lhe apelidou o seu antigo treinador Carlos Bianchi, marcasse o segundo gol da partida que selou a classificação da Argentina para a segunda fase da Copa da África do Sul. Após a vitória de 2 x 0 contra a Grécia, o time deixa o grupo B com uma participação perfeita.

O primeiro gol, marcado pelo zagueiro Martín Demichelis, gerou gritos de alegria no povo argentino, mas a emoção se transformou em lágrimas por conta de um jogador que todos esperavam ver ao lado de Lionel Messi.

“Para mim, é algo que eu sonhei. Parece que o filme Palermo não termina nunca, é incrível. Coloquei o Palermo no jogo e ele me fez um dos seus milagres”, disse Maradona após a partida.

Palermo comentou: “Isto é algo único, não tem preço. Só posso agradecer sempre Diego, ao corpo técnico, que sempre lutou pelos grandes jogadores que estão na seleção.”

“Quando me chamou para entrar (no lugar de Diego Milito) Diego (Maradona) me disse: Entra, se mata, joga a sua vida”, contou o veterano de 36 anos.

Palermo, que não sabe se vai continuar jogando pelo Boca Juniors, foi convocado por Maradona para integrar uma seleção argentina repleta de atacantes de renome como Messi, Milito, Gonzalo Higuaín, Carlos Tevez e Sergio “Kun” Agüero.

Não habilidoso, mas muito eficiente, Palermo, com 1,92 metros de altura, sempre foi considerado até pelos seus fãs e por uma parte da imprensa argentina como um “tronco” (grosso), apelido que se dá na Argentina para jogadores que não são muito técnicos.

Já marcou com o tornozelo, com os quadris, com a nuca, com os dois pés juntos, mas sempre os seus remates tiveram o gol como destino.

Palermo marcou também gols espetaculares, como um do meio-campo quando pelo Boca Juniors em partida contra o Independiente, outro contra o San Lorenzo de um ângulo muito fechado, ou de cabeça em uma distância de mais de 40 metros em uma saída errada do goleiro do Vélez Sarsfield.

Na sua passagem pelo futebol espanhol, Palermo sofreu uma lesão na perna quando foi comemorar um gol com os torcedores e fraturou o tornozelo.

De volta na Argentina, jogando pelo Boca, marcou um gol apesar de ter partido os ligamentos de um joelho, contusão que só foi descoberta mais tarde, nos vestiários.

Durante a Copa América no Paraguai, Palermo perdeu três pênaltis na mesma partida, jogo em que a Argentina foi eliminada pela Colômbia. Em outra partida do seu país, ele se desequilibrou na hora de bater o pênalti, mas conseguiu marcar o gol mesmo batendo na bola com os dois pés.

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