27 de Junho de 2010 / às 18:06 / em 7 anos

Vendedores não sabem o que fazer com as vuvuzelas

Por Alexandra Hudson

CIDADE DO CABO (Reuters) - Nas barracas do Green Market na Cidade do Cabo itens como as impressionantes máscaras de Camarões, os bonecos Zulu e os colares Masai passam a reconquistar o espaço perdido para as usurpadoras vuvuzelas.

As coloridas cornetas de plástico, um símbolo da Copa do Mundo na África do Sul, estão penduradas quase abandonadas nos cantos das barracas ou foram colocadas dentro de caixas conforme a febre por esse instrumento que assolou o país duas semanas atrás diminui.

A situação piorou após a importação maciça de cornetas que veio da China, o que derrubou o preço unitário das vuvuzelas de 60 a 70 rands (cerca de 8 a 9 dólares) para 30 rands.

“O que eu vou fazer com todas essas vuvuzelas?” disse o dono de barraca Amadou Sise. “Eu não tenho ideia. Sobraram centenas.”

O comerciante espera que visitantes passem a comprar, antes de irem embora, como lembranças para seus amigos. “Um homem dos Estados Unidos acabou de comprar 15 para levar para a sua casa, mas, além disso, não estou vendendo muito”, contou.

As vuvuzelas são duras, resistentes a água e seu irritante som não é interessante para os ladrões. Esses são alguns dos fatores que provavelmente vão garantir que não seja necessária substituição das cornetas durante o torneio. Os novos modelos vieram com uma corda para que o usuário a prenda elegantemente sobre o ombro, o que faz ainda mais difícil perder o instrumento.

“Nós precisamos que os chineses venham e as levem de volta. Ou podemos derretê-las e usá-las para algo útil como copos ou pratos”, ironizou Ochi Nyamori, outro vendedor.

Evelyn Marshall, do Zimbábue, não vendeu nenhuma vuvuzela nesta semana, dizendo que as vendas diminuíram após a eliminação da África do Sul ainda no estágio de grupos.

“Eu coloquei os meus produtos africanos de volta ao centro da banca”, disse, apontando para uma impressionante coleção de estátuas entalhadas e cestas Zulu.

Mas para aqueles turistas que acabaram de chegar ao país, ainda é um acessório obrigatório. “Eu comprei a minha em uma esquina quando eu chegava do aeroporto”, disse o estudante australiano de 22 anos Sam Banting, mostrando a sua vuvuzela verde escura com um adesivo da África do Sul.

Aqueles que estão no país há mais tempo, no entanto, a novidade está começando a perder a graça. “Eu tenho uma, mas deixei no hotel. Estou cansado do som”, disse o alemão de 21 anos Hanno Weiss, enquanto esperava para assistir a um jogo na Cidade do Cabo.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below