29 de Junho de 2010 / às 20:50 / em 7 anos

América do Sul tem recorde de seleções nas 4as de final da Copa

Por Javier Leira

<p>O jogador paraguaio Oscar Cardozo (2o &agrave; direita) comemora ap&oacute;s marcar na disputa de p&ecirc;naltis contra o Jap&atilde;o nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, em Pret&oacute;ria, 29 de junho de 2010. REUTERS/Marcos Brindicci</p>

JOHANESBURGO (Reuters) - A América do Sul obteve um recorde nesta terça-feira na Copa do Mundo depois que o Paraguai se classificou para as quartas de final, juntando-se a Brasil, Argentina e Uruguai: a inédita marca de quatro seleções nessa fase do torneio.

O Paraguai derrotou o Japão por 5 x 3 na disputa de pênaltis das oitavas de final e fez história ao chegar a esta fase pela primeira vez depois das eliminações nas oitavas em 1998 e 2002.

“Deus esteve do nosso lado”, disse o técnico do Paraguai, Gerardo Martino, após a partida e ainda com lágrimas nos olhos.

Esta é a primeira vez desde o Mundial de 1986 que uma equipe latino-americana que não seja Argentina ou Brasil fica entre as oito melhores. Naquele ano o México se somou aos gigantes sul-americanos.

Agora foi a vez de Paraguai e Uruguai, que por sua parte não chegava a esta fase desde 1970.

“O futebol sul-americano é bom, joga para frente o tempo inteiro, não prioriza só a marcação e o resultado está na Copa do Mundo”, disse o atacante Robinho na segunda-feira.

As seleções sul-americanas vem impressionando desde o início do torneio, ao contrário da imagem frouxa mostrada por algumas poderosas equipes europeias e pelos sempre temidos times africanos.

Os casos mais emblemáticos foram as despedidas de Itália e França na fase de grupos e a eliminação da Inglaterra nas oitavas pelas mãos da Alemanha -- embora em outra partida controversa.

TALENTOS PARA A EUROPA

O Chile foi a primeira equipe sul-americana eliminada ao cair por 3 x 0 diante do Brasil. O México se despediu no dia anterior após sua derrota frente à Argentina, e Honduras, o representante da América Central que chegou à Copa, já havia voltado para casa na primeira fase.

“A maioria de nossos jogadores jovens estão em importantes clubes no exterior e estão capitalizando toda essa experiência em um grande nível futebolístico”, disse o técnico uruguaio Oscar Tabárez depois de ter conduzido sua equipe às quartas de final pela primeira vez em 40 anos.

Essa explicação sobre o nível do Uruguai se estende aos outros representantes da região, que constantemente nutrem as ligas europeias com seus talentos.

“O melhor prêmio que a América do Sul tem é saber que damos ótimos jogadores a todos os clubes do mundo”, disse por sua vez o técnico argentino Diego Maradona.

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