5 de Julho de 2010 / às 14:48 / em 7 anos

Schweinsteiger diz que só quer voltar a Berlim com a taça

Por Simon Evans

<p>Bastian Schweinsteiger da sele&ccedil;&atilde;o alem&atilde; durante coletiva de imprensa em Pret&oacute;ria. O meio-campista Bastian Schweinsteiger n&atilde;o quer voltar a Berlim novamente sem um trof&eacute;u. 05/07/2010 REUTERS/Ina Fassbender</p>

ERASMIA, África do Sul (Reuters) - Centenas de milhares de torcedores alemães estarão esperando a volta de sua seleção a Berlim, e o meio-campista Bastian Schweinsteiger não quer chegar à capital novamente sem um troféu.

A Alemanha enfrenta a campeã europeia Espanha na semifinal de quarta-feira, esperando superar a fase na qual foi eliminada no Mundial que sediou em 2006 e a derrota para os espanhóis na final da Euro 2008.

Os alemães têm se reunido em grandes multidões nas ‘Fan Fests’ -- exibições de jogos em telões ao ar livre -- para mostrar seu apoio maciço à seleção. Como em 2006 e 2008, os jogadores devem ir ao Portão de Brandemburgo após o torneio para agradecê-los.

“Voltar a Berlim para comemorar diante de centenas de milhares foi especial. Em 2006 terminamos em terceiro e fomos segundo em 2008. Fica claro que está faltando alguma coisa, e esperamos preencher esse vazio”, disse Schweinsteiger nesta segunda-feira.

“Não quero voltar para lá sem nada para mostrar -- já fiz isso duas vezes”, declarou.

Os alemães foram inferiores na final de dois anos atrás em Viena, mas Schweinsteiger acredita que, se é verdade que a Espanha continua sendo o melhor time europeu, a Alemanha ganhou terreno.

“Perder uma final sempre causa frustração e decepção, mas a Espanha definitivamente foi a melhor”, admitiu.

“Mesmo tendo vencido só por 1 x 0, eles tiveram muitas chances, e para ser honesto aos 25 do segundo tempo poderíamos ter dado tudo por encerrado, porque não conseguíamos mais reagir”.

CHANCE MAIOR

“Se você colocar no papel, não há dúvida de que eles são o melhor time, mas talvez agora tenhamos uma chance maior”, acrescentou.

“Agora temos novos rostos e personalidades diferentes -- uma mentalidade desimpedida. A Espanha não mudou tanto. Sergio Busquets no lugar de Marcos Senna talvez seja a única mudança real, enquanto nós temos muitos, muitos novos talentos”.

“A Espanha na verdade não brilhou como seus torcedores podiam esperar, mas tem vencido. Precisamos de outra obra-prima tática”, disse Schweinsteiger.

Ele desempenhou um papel fundamental na vitória massacrante de 4 x 1 sobre a Inglaterra na segunda fase e no surpreendente 4 x 0 sobre a Argentina nas quartas de final, e disse que essas conquistas mostram do que a Alemanha é capaz.

“Nas duas últimas semanas mostramos que podemos derrotar times melhores que nós no papel. Estamos loucos para eliminar mais um dos gigantes do futebol internacional”, afirmou o meio-campista.

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