9 de Julho de 2010 / às 01:41 / em 7 anos

Bruno estava em lugar onde Eliza teria sido morta, diz delegado

SÃO PAULO (Reuters) - A polícia de Minas Gerais disse que o goleiro Bruno, que nesta quinta-feira teve suspenso seu contrato com o Flamengo, estava no local onde, segundo os policiais, a ex-namorada do atleta Eliza Samudio teria sido morta na região metropolitana de Belo Horizonte.

<p>Goleiro Bruno, do Flamengo, &eacute; levado &agrave; delegacia de homic&iacute;dios no Rio de Janeiro: segundo delegado, ele estava em lugar onde Eliza teria sido morta. REUTERS/Luiza Garcia</p>

“Bruno estava lá, estava dentro da casa”, disse o chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil em Minas Gerais, Edson Moreira, em entrevista coletiva.

“(Ele) viu a mulher (Eliza) com a cabeça toda estourada. Acompanhou, segundo testemunhas, a levada de Eliza para o sacrifício, para a morte”, acrescentou.

Bruno e Luiz Henrique Romão, amigo e funcionário do jogador e também conhecido como Macarrão, acusados pela polícia de envolvimento no desaparecimento e suposto assassinato de Eliza, foram transferidos nesta quinta-feira para o presídio de Bangu 2, no Rio de Janeiro.

De lá, seguiram para o Aeroporto Santos Dumont e embarcaram à noite num avião da polícia mineira rumo a Belo Horizonte.

Eliza recentemente deu à luz um filho que alegava ser fruto de um relacionamento com Bruno. Ela teria sofrido golpes de coronhada na cabeça quando era levada por um adolescente e um amigo de Bruno do Rio de Janeiro para Minas Gerais.

De acordo com a polícia de Minas Gerais, informações obtidas no depoimento de testemunhas como Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, e o adolescente, que também teria acompanhado o assassinato, dão conta de que Eliza teria sido levada à casa de um ex-policial civil identificado pela polícia mineira como Marcos Aparecido dos Santos.

Segundo a Polícia Civil mineira, a ex-namorada de Bruno teria sido assassinada pelo ex-policial, também conhecido pelos apelidos de “Bola” e “Paulista”. “Ele é o responsável pela execução, morte e desaparecimento do corpo de Eliza”, disse Edson Moreira, que mostrou uma foto do ex-polcial civil aos jornalistas.

“MECÂNICA DO CRIME”

Wagner Pinto, delegado de homicídios de Minas Gerais, disse que o menor de idade contou aos policiais como teria sido “a mecânica do crime”.

O delegado disse aos jornalistas que o menor contou que foi junto com Romão à residência de Marcos.

“Ele (o menor) explicou como as mãos (de Eliza) foram atadas com corda. Esse indivíduo (Marcos) entrou nas costas dela, fez o estrangulamento com o braço, prendeu ela com as pernas para que ela não se movimentasse para matá-la”, disse o delegado Wagner Pinto.

De acordo com o relato do policial, Marcos teria instruído Macarrão e o menor para que deixassem o local, pois ele cuidaria de desovar o corpo.

Na quarta-feira a polícia esteve na residência indicada pelo adolescente como sendo de Marcos e, segundo Wagner Pinto, nada foi encontrado no local. Somente num veículo que estava parado em frente à casa foi encontrado, e no porta-malas, a polícia uma substância parecida com sangue.

Os policiais acreditam que o material encontrado no carro, que de acordo com delegado pertence a Marcos, seria sangue de Eliza. Amostras foram coletadas e serão levadas para exames no instituto de criminalística.

Bruno e Macarrão se entregaram à polícia do Rio de Janeiro na noite de quarta-feira após a Justiça decretar a prisão temporária de ambos, acatando pedido do Ministério do Público do Estado, feito após depoimento do adolescente, testemunha-chave no caso.

Nesta quinta-feira, o Flamengo anunciou a suspensão do contrato de Bruno e, como consequência, o advogado do clube Michel Assef Filho anunciou que está deixando o caso.

“Ele (Bruno) era patrimônio do clube”, disse Assef a jornalistas. “A partir do momento que o Flamengo vai decidir suspender o contrato, eu deixo a causa oficialmente.”

Bruno passará a ser representado pelo advogado Erico Quaresma, que já vinha defendendo Macarrão nesse caso.

Por Eduardo Simões, com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro

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