3 de Setembro de 2010 / às 18:23 / em 7 anos

ENTREVISTA-Grã-Bretanha mira Jogos para reforçar laço com Brasil

Por Stuart Grudgings

RIO (Reuters) - A Grã-Bretanha deve aproveitar os grandes eventos esportivos dos próximos anos para incrementar os laços com o Brasil, como parte da iniciativa de retomar as relações negligenciadas com as grandes economias emergentes, afirmou o ministro de Negócios britânico, Vince Cable, na sexta-feira.

O Rio de Janeiro sediará a Olimpíada em 2016, quatro anos depois de Londres, e o Brasil deseja aprender com a experiência britânica enquanto se prepara para organizar os Jogos pela primeira vez e investir fortemente em infraestrutura de transportes e estádios.

A Grã-Bretanha está se candidatando para ser a sede da Copa do Mundo de futebol em 2018, quatro anos depois de o Brasil organizar o torneio no país.

“Eles estão apenas iniciando o processo de abertura das propostas de contratos para a construção, administração e projetos de estádios”, disse Cable à Reuters em uma entrevista no Rio.

“Obviamente, esse é um processo competitivo. Não é algo que você faz com base em favoritismo, mas as companhias britânicas estão muito bem colocadas e muito interessadas.”

A empresa britânica de defesa BAE Systems PLC está interessada em aproveitar os gastos crescentes do Brasil em defesa, enquanto o escritório de arquitetura Foster & Partners mantém-se bem posicionado para vencer contratos de estádios, afirmou Cable.

O novo governo de coalizão britânico acredita que o governo anterior trabalhista não gastou energia diplomática suficiente para melhorar os laços com economias grandes e emergentes como o Brasil.

O primeiro-ministro David Cameron levou seis ministros e mais de 30 executivos de empresas britânicas para a Índia em julho, na tentativa de reviver os laços econômicos com o gigante asiático.

Cable liderou uma delegação de 26 empresas britânicas em reuniões com líderes empresariais e autoridades do governo em São Paulo, Brasília e no Rio.

A visita resultou na criação de um fórum de executivos formado por grandes empresas brasileiras e britânicas e em um acordo bilateral a fim de pôr fim à dupla taxação de tripulantes de aeronaves, que Cable espera seja um passo na direção de um amplo acordo fiscal mútuo.

Empresas britânicas como a BG Group e a Royal Dutch Shell Plc, no setor de petróleo, têm forte presença no Brasil, mas os laços no geral afrouxaram. As exportações britânicas para o Brasil mais do que dobraram desde 2004 e atingiram 1,7 bilhão de libras (2,6 bilhões de dólares) em 2009. Mas ficaram atrás das exportações francesas para o Brasil em mais de 1 bilhão de dólares nos primeiros sete meses deste ano.

Grandes empresas brasileiras, incluindo a gigante Petrobras, e a BM&FBovespa abriram escritórios na Grã-Bretanha, uma tendência que Cable diz que o governo quer estimular.

“Andei conversando com algumas das grandes companhias brasileiras que estão pensando para fora, em como se tornar atores globais. Londres é um ponto de partida muito bom para a Europa e o restante do mundo”, afirmou ele.

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