21 de Outubro de 2010 / às 15:21 / em 7 anos

Candidatos ao título da F1 concordam que disputa está indefinida

Por Alan Baldwin

<p>Chefe comercial da F1 Bernie Ecclestone posa com os cinco candidatos ao t&iacute;tulo da temporada no circuito de Yeongam. 21/10/2010 REUTERS/Bazuki Muhammad</p>

YEONGAM, Coreia do Sul (Reuters) - Os cinco candidatos ao título da Fórmula 1 se encontraram nesta quinta-feira no novo circuito da Coreia do Sul e concordaram que o Mundial está em aberto.

O australiano Mark Webber, líder do campeonato, tem 14 pontos de vantagem sobre o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, e seu companheiro de equipe na Red Bull, Sebastian Vettel, com três provas para o fim da temporada, incluindo a de domingo, no novo circuito Yeongam.

Lewis Hamilton, da McLaren, está outros 14 pontos atrás, com o companheiro de equipe e atual campeão, Jenson Button, em quinto lugar, a três pontos de Hamilton.

“Ninguém nesta sala sabe o que vai acontecer nas próximas três corridas, ninguém”, afirmou Webber em coletiva de imprensa com os outros quatro rivais, depois de todos terem posado para um grupo de fotógrafos nos boxes.

Essa imagem remete a outra similar, agora clássica na Fórmula 1, com os quatro pilotos que brigavam pelo título em 1986: os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, o francês Alain Prost e o britânico Nigel Mansell.

“Podemos falar aqui por horas sobre o que faremos, o que vai acontecer, isso e aquilo, de cabeça para baixo, do avesso. Ninguém sabe, então vamos lá fazer o que temos que fazer”, acrescentou Webber.

“Claramente eu e Seb (Vettel) estamos tendo uma boa temporada. Ambos estão com chance de ir bem no campeonato e o time também está bem no Mundial de Construtores, porque nós dois estamos conseguindo pontos.”

A Red Bull está 45 pontos à frente da McLaren na disputa entre as escuderias.

ÚLTIMA CHANCE

A corrida deste domingo pode ser a última chance de Button, mas o atual campeão se recusa a perder as esperanças.

“Toda vez que vou para uma prova parece que é uma corrida crucial”, afirmou. “Está obviamente muito mais difícil vencer o Mundial neste ano, mas vimos nas últimas temporadas que tudo é possível.”

O exemplo de Kimi Raikkonen, que conquistou o Mundial de 2007 com a Ferrari depois de ter uma desvantagem de 17 pontos para o líder com duas corridas para o fim, é um lembrete disso. Na época, a vitória dava dez pontos, o que dificultava ainda mais a tarefa. Atualmente, cada primeiro lugar vale 25 pontos. Vettel, contudo, não está se agarrando à experiência do finlandês.

“Claro que ele mostrou que é possível, mas ele fez o seu máximo, venceu as provas e também precisou que os outros não marcassem pontos ou não ficassem entre os primeiros”, afirmou. “Então eu não acho que você pode realmente comparar. Acho que será diferente neste ano.”

“Acho que todos nós podemos potencialmente estar muito fortes aqui. Então temos que ver como vai ser”, acrescentou Vettel.

Hamilton, que perdeu o título para Raikkonen em 2007 e agora espera uma reviravolta como aquela a seu favor, disse que tudo é possível.

“Eu não acho que a diferença é tão grande, então nada é impossível”, afirmou. “Nós batemos eles na classificação quantas vezes, uma, talvez? Então eles tiveram mais do que algumas poucas pole positions, mas não, eu acho que podemos diminuir a diferença.”

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