30 de Maio de 2011 / às 16:20 / 6 anos atrás

ENTREVISTA-É preciso parar Blatter, diz ex-aliado Warner

Por Owen Wyatt

Membro executivo da Fifa Jack Warner fala com jornalistas no hotel em Zurique. 30/05/2011 REUTERS/Arnd Wiegmann

ZURIQUE (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, precisa “ser parado”, disse Jack Warner à Reuters, criticando o homem a quem apoiou ao longo de altos e baixos por quase 30 anos.

Evidentemente indignado depois de ter sido suspenso provisoriamente por uma audiência de um comitê de ética da Fifa, Warner disse que foi vítima de uma farsa judiciária e aprofundou suas denúncias anteriores relativas a uma oferta de 1 milhão de dólares feita por Blatter a delegados da Concacaf.

“É preciso parar Blatter, e, se ele pensa que tem (Chuck) Blazer como seu aliado... Blazer é um funcionário”, disse Warner, membro sênior do comitê executivo da Fifa, em entrevista no domingo.

Blazer, que é secretário-geral de Warner na Concacaf há 21 anos, desencadeou a audiência do comitê de ética ao apresentar um relato sobre uma reunião da União Caribenha de Futebol, no início do mês, em que afirmou que ocorreram possíveis violações do código de ética da Fifa, incluindo “alegações de suborno”.

Essa reunião teve a presença de Warner e de Mohamed bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol -- o catariano que estava concorrendo com Blatter pela presidência da Fifa até retirar sua candidatura, na manhã do domingo.

“Bin Hammam nunca deu dinheiro algum aos países do Caribe”, disse Warner. “Bin Hammam fez um transferência eletrônica de 260 mil dólares para pagar por alojamento e passagens aéreas, como é de praxe”, disse Warner, que é visto como pessoa influente na Fifa e controla os 35 votos da Concacaf no Congresso que elege o presidente da Fifa.

“Se Bin Hammam tivesse que pagar uma propina, por que ele teria transferido o dinheiro eletronicamente, em lugar de levar com ele?”.

“JULGAMENTO FOI UMA FARSA”

Warner mostrou a um fotógrafo da Reuters e a equipes de TV da Reuters Television e da Sky Sports News o email que afirmou ser do secretário-geral da Fifa, Jêróme Valcke, em que Valcke sugeriu a Warner que o Catar teria “comprado” a Copa do Mundo de 2022.

“Vocês não precisam acreditar em mim, não precisam gostar de mim, ninguém precisa comer comigo, beber comigo ou dormir comigo exceto Jesus Cristo, aceitem a verdade quando a vêem”, disse ele, dando tapas em páginas de emails.

De acordo com Warner, que leu o email diante da câmera, Valcke também afirmou que Bin Hammam estava tentando comprar a eleição presidencial na qual enfrentaria Blatter, em 1o de junho, até desistir de sua candidatura, no domingo.

O ministro do governo de Trinidad e Tobago expressou desprezo pelo comitê de ética.

“Eles chegaram já premeditados, não estavam preparados para ouvir. Foram escolhidos a dedo para realizar uma tarefa e fizeram exatamente isso”, acrescentou.

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