14 de Junho de 2011 / às 13:16 / em 6 anos

Pivô de escândalo começa trabalho na Williams e pede desculpas

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O britânico Mike Coughlan começou na Williams com um sincero pedido de desculpas à sua ex-equipe, a McLaren, e à adversária Ferrari por seu envolvimento em um controverso caso de espionagem que abalou a Formula 1 em 2007.

Coughlan se uniu aos ex-campeões mundiais, como chefe de engenharia, e está cotado para assumir a posição de diretor técnico quando o australiano Sam Michael sair, no fim da temporada.

O britânico foi destituído da McLaren depois que se descobriu que ele estava com um dossiê de 780 páginas com informações secretas da Ferrari

A Ferrari demitiu Nigel Stepney, o engenheiro britânico acusado de ter passado os dados para Coughlan.

O caso, então chamado de “Spygate”, resultou em uma multa recorde para a McLaren, de 100 milhões de dólares, e na perda dos pontos da equipe no Mundial de Construtores daquele ano.

“Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para me desculpar com qualquer pessoa que tenha sido afetada pela minha conduta e, em especial, ao pessoal da McLaren e da Ferrari e os fãs dessas duas equipes”, disse Coughlan em uma sessão de entrevistas nesta terça-feira, na Williams, depois de seu primeiro dia na fábrica do time.

“Eu sinceramente lamento minhas atitudes e aceito plenamente a penalidade que me foi imposta pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Eu apenas espero ser novamente respeitado.”

Coughlan, que vinha trabalhando na Nascar, nos Estados Unidos, disse que o escândalo mudou sua vida e o fez refletir sobre suas ações. “Deixar uma equipe e um esporte que eu amo, e depois ver as conseqüências de minhas ações na equipe e nos fãs foi algo devastador”, afirmou.

“Tudo o que posso fazer agora é trabalhar duro e tentar retomar meu lugar na Fórmula 1. Isto é o que estou determinado a fazer na Williams.”

A Williams, vencedora de nove competições do campeonato mundial de construtores, entre 1980 e 1997, não ganha uma temporada desde 2004. Atualmente está em nono lugar, tendo marcado apenas quatro pontos em sete provas, todos do brasileiro Rubens Barrichello.

O outro piloto é o venezuelano Pastor Maldonado.

Coughlan disse que a equipe tem pessoas boas que deveriam ter conquistado melhores resultados.

“Por isso, embora nós venhamos a trazer novas pessoas, também é o caso de olhar para a maneira como estamos trabalhando”, disse ele sobre os desafios que terá o trabalho.

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