14 de Julho de 2011 / às 20:53 / 6 anos atrás

Estrelas finalmente começam a brilhar na Copa América

Por Rex Gowar

Alexandre Pato comemora com Neymar o gol marcado por ele que abriu caminho para a vitória de 4 x 2 do Brasil sobre o Equador na Copa América. 13/07/2011 REUTERS/Paulo Whitaker

CÓRDOBA (Reuters) - Os grandes jogadores da Copa América, liderados por Lionel Messi, Neymar, Alexandre Pato e o chileno Alexis Sánchez, finalmente apareceram bem após 10 dias em que os técnicos foram os grandes nomes da competição.

Nas duas primeiras rodadas da primeira fase, foram poucos os gols marcados contra defesas bem organizadas. O único momento de “rebeldia ofensiva” aconteceu no empate de 2 x 2 de Brasil e Paraguai e na vitória de 2 x 1 do Chile sobre o México.

Treinadores costumam dizer que os grandes jogadores podem resolver uma partida num lance de inspiração, mas as táticas defensivas vinham conseguindo nivelar as partidas de forma inesperada, como no 1 x 1 de Bolívia com a Argentina e no 0 x 0 de Venezuela e Brasil.

O Brasil foi uma das grandes decepções nos dois primeiros jogos, sem conseguir brilhar apesar do trio de ataque Pato, Neymar e Robinho.

O capitão Lúcio precisou cobrar mais comprometimento da equipe depois que ficou ameaçada a classificação para as quartas de final da equipe que conquistou quatro títulos nas últimas cinco edições do torneio.

O técnico Mano Menezes, no entanto, defendeu que os problemas fossem resolvidos internamente. “Prefiro as conversas particulares, todos sabem disso”, disse o treinador após a vitória de 4 x 2 contra o Equador, na quarta-feira, que classificou o Brasil em primeiro lugar do grupo. Agora, a seleção enfrentará o Paraguai, no domingo.

“Qualquer pessoa no futebol sabe que as conversas internas sempre dão resultados melhores... Sempre falamos internamente, porque sabemos que podemos melhorar. Contra o Equador isso ficou provado”, acrescentou.

Apesar de demorarem a aparecer, Brasil e Argentina comprovaram que são os favoritos de sempre, enquanto o Chile se mostrou uma equipe com grande vocação ofensiva que levou milhares de torcedores a lotar os jogos da equipe em Mendonza e San Juan, próximas da fronteira chilena.

MESSI MÁGICO

Para a melhora do Brasil, foi fundamental a entrada de Maicon no lugar de Daniel Alves na lateral direita, assim como o retorno de Robinho ao time titular. As mudanças ajudaram Neymar e Pato a brilhar, e cada um marcou dois gols contra o Equador.

Do lado argentino, o técnico Sergio Batista colocou em campo nas duas primeiras rodadas táticas que não conseguirem fazer o astro do Barcelona Messi brilhar. O camisa 10 foi duramente criticado pela torcida e pela imprensa por seu desempenho contra Bolívia e Colômbia.

Com as quatro mudanças feitas para o último jogo do Grupo A, a Argentina jogou de forma diferente e venceu a Costa Rica por 3 x 0, com Fernando Gago comandando o meio- campo e Messi livre para criar as jogadas de ataque.

No sábado, a Argentina enfrentará o Uruguai pelas quartas de final, no clássico do rio da Prata.

“Acredito que não há uma receita para marcar um jogador do nível dele, senão já teriam descoberto e o futebol não teria graça. Vai depender do trabalho defensivo que o Uruguai fizer”, disse o zagueiro uruguaio Diego Lugano sobre Messi.

A aposta do Chile continua sendo em Alexis Sánchez para a partida contra a Venezuela, que na quarta-feira recuperou-se de dois gols atrás para empatar por 3 x 3 com o Paraguai.

Sánchez, principal nome da equipe e que segundo a imprensa espanhola está próximo de fechar com o Barcelona, não rendeu o esperado na estreia contra o México, mas contribuiu com um gol no empate de 1 x 1 com o Uruguai e foi a chave da vitória por 1 x 0 sobre o Peru.

A outra partida das quartas de final será entre Colômbia e Peru, na quarta-feira.

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