26 de Agosto de 2011 / às 12:06 / em 6 anos

Arce assume o Paraguai inspirando-se em Scolari

Por Daniela Desantis

Técnico da seleção paraguaia, Francisco Arce, durante coletiva de imprensa em Assunção. Arce precisa conter seu caráter intempestivo e aderir à disciplina que ele tanto admira em seu "segundo pai", o brasileiro Luis Felipe Scolari, disse à Reuters o novo treinador da seleção paraguaia. 24/08/2011 REUTERS/Jorge Adorno

ASSUNÇÃO (Reuters) - Francisco Arce precisa conter seu caráter intempestivo e aderir à disciplina que ele tanto admira em seu “segundo pai”, o brasileiro Luis Felipe Scolari, disse à Reuters o novo treinador da seleção paraguaia.

Arce, de 40 anos - oito dos quais jogando no Brasil -, assumiu o cargo há menos de um mês, no lugar do argentino Gerardo Martino, que levou o time ao segundo lugar na Copa América.

O novo técnico tem experiência limitada nessa função, mas conversa sempre que possível com Scolari, do Palmeiras, embora saiba que seus estilos são diferentes.

“Ele é muito mais pragmático, eu sou um pouco kamikaze, um pouco louco. Ele é mais seguro, mais linear, uma pessoa fantástica... quase um segundo pai”, disse o franzino Arce, cujo apelido é “Chiqui” (pequeno).

A carreira de Arce como treinador se limita aos quatro anos que passou no comando do modesto Rubio Nu, que com ele ascendeu à primeira divisão paraguaia, em 2008.

“Se formos falar sobre comandar a seleção, é claro que não tenho experiência (...), mas se você me perguntar se estou acostumado à pressão, é óbvio que não vou ficar assustado, depois de jogar 12 anos pela seleção, 11 anos no exterior, e conviver com a pressão desde que eu tinha 15”, afirmou.

Sob o comando de Martino, a seleção paraguaia se “argentinizou”, pois o técnico convocou vários jogadores, filhos de paraguaios, que haviam nascido no outro lado da fronteira - caso do atacante Lucas Barrios e do meia Néstor Ortigoza.

Já Arce quer deixar a “albiroja” mais brasileira, inspirando-se na sua experiência sob o comando de Scolari no Grêmio e no Palmeiras, times onde conquistou a Libertadores em 1995 e 1999, respectivamente.

Ele não convocou Barrios nem Ortigoza para os amistosos contra o Panamá e Honduras, no mês que vem, mas deixou claro que não tem nada contra jogadores naturalizados. Para essas partidas, ele chamou dois jogadores que atuam no Brasil: o meia Wilson Pittoni e o atacante José Ortigoza.

“Na Argentina, há vários garotos que estamos seguindo e que terão sua chance, mas, em termos de gosto para o futebol, olho mais para o futebol brasileiro”, disse Arce, que disputou as Copas de 1998 e 2002.

Ele disse que para as eliminatórias da Copa de 2014, que começam em outubro, será crucial ter disciplina, e marcar pontos jogando em casa.

As eliminatórias nesta edição terão apenas nove equipes - o Brasil, país-sede, está automaticamente classificado. O Paraguai estreia em 7 de outubro contra o Peru, fora de casa, e pega o Uruguai em Assunção quatro dias depois.

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