8 de Março de 2012 / às 23:25 / em 6 anos

Governo aceita desculpas de Valcke; Dilma receberá Blatter

BRASÍLIA, 8 Mar (Reuters) - O governo brasileiro aceitou os pedidos de desculpas feitos pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, e pelo secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, por conta das duras críticas de Valcke à preparação do país para a Copa do Mundo de 2014, mas não deixou claro se mantém o veto ao secretário-geral como interlocutor da entidade sobre o Mundial.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira que a posição brasileira foi demonstrada nas cartas enviadas à Fifa e se recusou por diversas vezes a esclarecer se aceitava ou não Valcke como interlocutor.

“O que eu tinha que dizer sobre esse episódio eu disse em três cartas... A posição está anotada nestas cartas”, afirmou Aldo em entrevista coletiva.

“Eu não recebi, sequer, a confirmação da visita da Fifa na próxima semana”, acrescentou ele sobre uma viagem de Valcke agendada para a próxima semana ao Brasil.

Na última carta que enviou à Fifa, aceitando os pedidos de desculpas, o ministro informou a Blatter que ele será recebido pela presidente Dilma Rousseff “em data a ser marcada pelo cerimonial da Presidência da República”.

Uma fonte do Ministério do Esporte disse à Reuters que a decisão sobre quem será o interlocutor deverá ser tomada na reunião entre Dilma e Blatter.

Na última sexta-feira, Valcke subiu o tom das críticas aos preparativos brasileiros para sediar o Mundial e disse que os organizadores precisavam “levar um chute no traseiro” para fazer o torneio acontecer.

Em reação às declarações, Aldo anunciou que o governo não aceitava mais Valcke como interlocutor na preparação para a Copa, o que gerou pedidos de desculpas tanto de Valcke, que disse ter sido mal-interpretado, quanto de Blatter.

Em sua carta, o presidente da Fifa disse ainda que não se pode “perder tempo” com confrontos e pediu uma audiência com Dilma.

Nesta quinta, além de informar ao presidente da Fifa que o encontro será marcado, Aldo alertou para que o episódio não se repita.

“Reafirmo a posição do governo brasileiro de que episódios como esse não podem se repetir, em prol da boa preparação da Copa do Mundo no Brasil”, afirma a carta, assinada pelo ministro.

Reportagem de Hugo Bachega

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